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BNDES e Itaú assinam contrato de linha de financiamento para bancos no exterior

por Portal Brasil publicado: 23/08/2010 15h23 última modificação: 28/07/2014 09h26

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Itaú assinaram contrato da linha de financiamento para bancos no exterior do BNDES, o Exim Automático. A nova modalidade de crédito para operações de pós-embarque tem como objetivo estimular as exportações brasileiras, especialmente na comercialização de bens de capital, aumentando sua competitividade. O acordo, primeiro do gênero, foi assinado na última sexta-feira (20).


O Exim Automático vai operar com abertura de linhas de crédito a bancos no exterior, através de contrato “guarda-chuva”, no qual são cursadas operações para financiamento às exportações de bens brasileiros. Nesse modelo operacional, os bancos no exterior têm maior liberdade para fomentar operações com seus clientes locais (importadores) e assumem o risco de crédito perante o BNDES. Os desembolsos são feitos ao exportador, no Brasil, após o embarque, à vista e em reais.


A vantagem comercial para os exportadores brasileiros é a possibilidade de que o cliente argentino do exportador brasileiro consiga financiar suas compras de bens de capital do Brasil com custo e prazo competitivos. Dada a importância do mercado argentino para as exportações brasileiras, o BNDES vem negociando a abertura de linha de crédito com outros bancos de atuação relevante naquele país.


Nos demais mercados da América Latina, o BNDES está em negociações com bancos do Chile, Peru, Colômbia, Panamá, Paraguai e Uruguai. A oferta de crédito ao importador constitui importante componente para ampliar as exportações brasileiras, principalmente de bens de capital, sobretudo diante do cenário de recuperação da economia mundial e de maior competição.


Em 2009, as exportações brasileiras totais de bens de capital foram de US$ 13,4 bilhões. Os países latino-americanos foram o principal destino, por blocos econômicos, alcançando US$ 5,9 bilhões (ou 44%). O principal país importador de bens de capital foi a Argentina, com US$ 2,1 bilhões (ou 16%), tendo superado até mesmo os Estados Unidos, que historicamente detinha tal posição.


Fonte:
BNDES

 
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