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Economia e Emprego

Exportação de calçados brasileiros cresceu 15,2% neste semestre

por Portal Brasil publicado: 19/08/2010 11h40 última modificação: 28/07/2014 09h26
Divulgação/Portal do estado do Mato Grosso Neste semestre, o Brasil vendeu 89 milhões de pares de sapatos. Os principais compradores foram Estados Unidos, Reino Unido e Itália

Neste semestre, o Brasil vendeu 89 milhões de pares de sapatos. Os principais compradores foram Estados Unidos, Reino Unido e Itália

A venda de calçados brasileiros para o exterior cresceu 15,2%, entre janeiro a julho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos números fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

 

Nesse período, 89 milhões de pares saíram do País contra um total de 77,3 milhões no ano passado. Em termos financeiros, houve alta de 10,4% — resultado de US$ 900,8 milhões em faturamento este ano, contra US$ 815,8 milhões no ano passado.

 

Segundo os dados da associação, os Estados Unidos lideram a lista dos principais compradores, com a aquisição de 23,6 milhões de pares nos primeiros sete meses deste ano, contra 18,4 milhões de pares em igual período do ano passado.


O faturamento de 2010 ficou em US$ 228,7 milhões, contra US$ 207 milhões, sendo que o preço médio baixou de US$ 11,26 no ano passado para US$ 9,70 este ano.

 

Da mesma forma, o segundo maior comprador continua sendo o Reino Unido, que encomendou 5 milhões de pares contra 4,6 milhões no mesmo período do ano anterior. Isso gerou divisas da ordem de US$ 110,1 milhões, enquanto no ano passado foram US$ 107,4 milhões.

 

A Itália segue em terceiro lugar. Até julho, os italianos compraram 3,8 milhões de pares, contra 3,2 milhões no ano passado.

 

Ceará foi o estado que mais exportou

De acordo com levantamento da associação, o estado do Ceará foi o que apresentou índices de exportações mais alto. De janeiro a julho, as fábricas cearenses mostraram um incremento de 38,9% em volume exportado e 39,2% em divisas.

 

O estado exportou 41,9 milhões de pares no período, contra 30,2 milhões de pares em igual período do ano passado. Já o faturamento este ano foi de US$ 238,3 milhões contra US$ 171,2 milhões em 2009. O preço médio não apresentou alteração, ficando em US$ 5,7. O Ceará exporta a maior quantidade, mas fica em segundo lugar em faturamento.

 

O Rio Grande do Sul, por sua vez, teve as posições inversas, ficando em primeiro lugar em divisas e segundo em volume, porém mostrou índices negativos nestes dois quesitos.


As fábricas gaúchas embarcaram 19,3 milhões de pares este ano, contra 21,7 milhões no ano passado – um déficit de 11,1%. Os valores também tiveram decréscimo. Este ano, o faturamento foi de US$ 455,5 milhões, enquanto no ano passado foi de US$ 463,6 milhões – 1,7% a menos. O preço médio passou de US$ 21,3 para US$ 23,6 – alta de 10,5%.

 

Importações também cresceram 15%

As importações totais de calçados no acumulado de janeiro a julho, somando o volume de cabedais, ou tiras (medido em pares) e de outras partes de calçados, como solas (medidos em quilogramas), já é 15% maior em comparação ao mesmo período de 2009.

 

Este ano, o quantum (soma de calçados, cabedais e outras partes) das importações totaliza 27.259.539, enquanto nos sete primeiros meses de 2009, este valor era de 23.799.900.

 

Somente em calçados, o Brasil importou 17,5 milhões de pares no período, sendo que 15,8 milhões de pares são oriundos da China, Indonésia, Malásia e Vietnã. O volume reduziu 17% em relação ao ano passado, quando o país havia importado 21,2 milhões de pares.

 

Balança comercial positiva em 14,8%

Analisando o acumulado de janeiro a julho deste ano, comparando ao mesmo período do ano passado, o levantamento da Abicalçados indica que a balança comercial de calçados teve saldo de US$ 733,9 milhões, ficando positiva em 14,8%.

 

A exportação obteve o valor de US$ 900,9 milhões, gerando alta de 10%, enquanto a importação ficou em US$ 166,9 milhões, o que configura um decréscimo de 5,3%.

 

Estes resultados geraram uma corrente de comércio de US$ 1 bilhão, o que demonstra alta de 7,6%.


Fonte:
Apex Brasil

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