Economia e Emprego
Brasil deve consumir 350 mil toneladas de aço inox até fim do ano
O consumo de aço inoxidável (aço inox) no Brasil deve fechar o ano em 350 mil toneladas, número bem próximo do registrado em 2008, quando o País consumiu 360 mil toneladas. Na opinião do vice-presidente do Conselho Deliberativo do Núcleo Inox, Celso Barbosa, o número “é excelente, pois nos mercados da Comunidade Europeia e dos Estados Unidos, o consumo ficará abaixo de 2008 este ano”.
O Núcleo Inox é uma sociedade civil que reúne pessoas físicas e jurídicas dedicadas à pesquisa, fabricação, comercialização, transformação, beneficiamento e divulgação do aço inox e seus insumos no Brasil. Nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro (RJ), a entidade abriu a edição internacional do 10º Seminário Brasileiro do Aço Inoxidável, cujo tema principal é petróleo e gás.
Na previsão do Núcleo Inox, o Brasil deve experimentar crescimento no consumo de aço inox de 12% ao ano até 2015, o que levará o consumo nacional a 550 mil toneladas/ano. Segundo Celso Barbosa, isso ampliará o consumo per capita, atualmente de 2 quilos por habitante/ano, para 2,5 quilos per capita/ano.
“Esse número é muito baixo em relação aos países desenvolvidos. A média mundial é de 10 a 12 quilos por habitante/ano”. Os fatores que impedem o aumento do consumo não estão ligados à oferta do produto, mas ao estágio de desenvolvimento do Brasil, diz Barbosa. “À medida que melhoram as condições econômicas de um país, mais consumo se tem de bens e demanda de produtos de aço inoxidável, tanto no setor de alimentos, como em saúde, saneamento e, principalmente, transporte de massa”.
Barbosa informou que 90% do consumo de aço inox no Brasil vêm de produtos planos (chapas), usados nos segmentos de eletrodomésticos e bens de consumo. Nessas áreas o consumo interno não sentiu tanto os reflexos da crise internacional. Já nos produtos longos (barras e tubos), mais relacionados a aplicações industriais, a crise trouxe cancelamento de investimentos e queda da atividade.
Outro setor consumidor de aço inoxidável, o sucroalcooleiro, também sofreu efeitos da crise. Já nos setores de energia (óleo e gás), a demanda cresceu.
Fonte:
Agência Brasil
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