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Em agosto, produção industrial varia -0,1% mas continua em alta

por Portal Brasil publicado: 01/10/2010 19h59 última modificação: 28/07/2014 09h29

Os dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil, divulgados nesta sexta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em agosto de 2010, a produção industrial variou -0,1% frente a julho.Por outro lado, na comparação com agosto de 2009, a produção global da indústria cresceu 8,9%, praticamente repetindo a marca observada no mês anterior (8,8%). 

Na formação da taxa de -0,1%, 16 das 27 atividades pesquisadas apontaram redução na produção, com o principal impacto negativo vindo do setor de metalurgia básica (-5,8%), seguido por refino de petróleo e produção de álcool (-3,6%).

Em seguida, houve queda nas áreas farmacêutica (-5,5%), de bebidas (-4,9%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-6,5%).

Por outro lado, os ramos que mais pressionaram positivamente foram: máquinas e equipamentos (5,6%), que recuperou parte da perda observada em julho (-6,2%), veículos automotores (1,4%), edição e impressão (4,1%) e outros equipamentos de transporte (4,5%).

Em categorias de uso, apenas bens de capital apresentaram melhora

Ainda na comparação com o mês anterior, nos índices por categorias de uso, somente o segmento de bens de capital (1,4%) apontou avanço na produção, após ligeira variação positiva (0,2%) em julho.

As demais categorias de uso registraram resultados negativos, com destaque para bens intermediários (-1,5%), que mostrou a queda mais acentuada. Em seguida, houve queda na produção de  bens de consumo semi e não duráveis (-0,8%) e bens de consumo duráveis (-0,1%). Esses setores assinalaram taxas positivas no mês anterior: 0,7%, 0,3% e 1,1%, respectivamente.

Com a virtual estabilidade (-0,1%) do setor industrial em agosto, o índice de média móvel trimestral (-0,2%) permaneceu negativo pelo terceiro mês e repetiu o ritmo de queda observado no mês anterior.

Por categorias de uso, todos os segmentos também registraram taxas negativas, com o setor de bens de consumo duráveis (-0,8%) apontando a maior a perda entre julho e agosto, seguido por bens intermediários (-0,5%), bens de consumo semi e não duráveis (-0,4%) e bens de capital (-0,1%).

Na comparação com agosto de 2009, alta em 62 dos 76 subsetores

Na comparação com agosto de 2009, a produção global da indústria cresceu 8,9%, praticamente repetindo a marca observada no mês anterior (8,8%). O perfil de crescimento em agosto deste ano permaneceu generalizado, com todas as categorias de uso, 22 das 27 atividades, 62 dos 76 subsetores e 68% dos 755 produtos investigados sustentando taxas positivas.

Entre as atividades, veículos automotores (27,2%) se manteve como a de maior influência positiva na formação da média da indústria, com 96% dos produtos pesquisados no setor apontando acréscimo na produção, seguido por máquinas e equipamentos (20,7%), alimentos (9,5%), indústrias extrativas (10,7%), metalurgia básica (9,9%) e produtos de metal (18,5%).

Em termos de produtos, os destaques nesses ramos foram: caminhões, caminhão-trator e automóveis; aparelhos carregadoras-transportadoras, empilhadeiras propulsoras, motoniveladores e tratores agrícolas; açúcar cristal e sucos concentrados de laranja; minérios de ferro; ferronióbio, artefatos e peças de ferro fundido e barras de outras ligas de aço; e parafusos, ganchos, porcas e roscas de ferro e aço.

Por outro lado, entre os cinco ramos que registraram queda na produção, os principais impactos ficaram com refino de petróleo e produção de álcool (-3,6%), influenciado por uma paralisação técnica em unidade produtiva do setor, e farmacêutica (-5,6%). Nestas atividades sobressaíram, respectivamente, os recuos na fabricação dos itens óleo diesel e medicamentos.

Por categorias de uso, ainda na comparação com agosto de 2009, a produção de bens de capital (28,0%) apontou ritmo de crescimento bem acima da média global (8,9%), apoiada sobretudo na expansão generalizada de máquinas e equipamentos, sinalizando ampliação dos investimentos em diferentes setores frente a 2009.

O principal impacto positivo ficou com o subsetor de bens de capital para transporte (45,5%), seguido por bens de capital para construção (103,8%), para uso misto (12,9%), para fins industriais (19,2%), agrícola (48,3%) e energia elétrica (8,3%). As demais categorias de uso registraram taxas abaixo da indústria geral: bens intermediários (8,7%) e bens de consumo, duráveis (4,7%) e semi e não duráveis (4,3%).

O desempenho de bens intermediários ficou 8,7% acima do de agosto de 2009, décima taxa positiva consecutiva, mas a menor desde novembro de 2009 (5,2%).

Esse resultado foi explicado em grande parte pelos avanços nos produtos associados às atividades de veículos automotores (28,7%), metalurgia básica (9,9%), indústrias extrativas (10,8%), alimentos (15,7%) e produtos de metal (20,6%), enquanto refino de petróleo e produção de álcool (-7,9%), pressionado pela redução na produção de óleo diesel, exerceu a única contribuição negativa.

Nos grupamentos com taxas positivas sobressaiu a maior fabricação de chassis com motor para caminhões e ônibus e peças e acessórios para motor; ferronióbio; minérios de ferro; açúcar cristal; e parafusos, ganchos, porcas e roscas de ferro e aço. Vale destacar também os desempenhos positivos vindos dos grupamentos de insumos típicos para construção civil (10,8%) e de embalagens (12,1%).

Ainda no confronto com agosto de 2009, avançando também abaixo da média da indústria, figuraram ainda bens de consumo duráveis (4,7%) e bens de consumo semi e não duráveis (4,3%). No primeiro segmento, a expansão foi influenciada em grande parte pelo acréscimo na fabricação de automóveis (9,0%), de eletrodomésticos da “linha marrom” (9,6%) e de outros eletrodomésticos (13,0%), uma vez que os eletrodomésticos da “linha branca” (-18,5%) e os telefones celulares (-5,7%) registraram queda na produção.

O setor de bens de consumo semi e não duráveis mostrou crescimento em todos os seus subsetores: alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (6,1%), semiduráveis (8,9%), carburantes (4,6%) e outros não duráveis (0,7%). Nesses grupamentos destacaram-se, respectivamente, os acréscimos observados nos itens sucos e concentrados de laranja, refrigerantes, cervejas e chope, calçados e cds, álcool e, por último, revistas.

No indicador acumulado dos primeiros oito meses do ano, a taxa global de 14,1% foi explicada, principalmente, pelo desempenho positivo de 25 dos 27 itens pesquisados, com destaque para a liderança de veículos automotores (30,8%) e de máquinas e equipamentos (35,0%), ambos impulsionados pelos índices positivos em mais de 85% dos produtos investigados nas respectivas atividades.

Fonte: IBGE

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