Economia e Emprego
Produção industrial cai em agosto em nove regiões pesquisadas pelo IBGE
Entre julho e agosto deste ano, a produção industrial caiu em nove dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6). Paraná, com queda de 7,2%, assinalou o recuo mais acentuado, influenciado principalmente pela paralisação técnica ocorrida no setor de refino de petróleo e produção de álcool.
Com redução acima da média nacional que foi de 0,1% pontos negativos, ficaram: Goiás (-4,8%), Rio Grande do Sul (-4,3%), Pernambuco (-4,0%), Amazonas (-3,0%), região Nordeste (-1,9%), Bahia (-1,7%) e Espírito Santo (-1,1%). Pará (2,4%), Rio de Janeiro (1,6%), São Paulo (1,3%), Ceará (0,8%) e Santa Catarina (0,1%), ao contrário, registraram aumento na produção.
Na comparação com 2009, os resultados foram positivos nas 14 regiões pesquisadas. Vale destacar que agosto de 2010 teve 22 dias úteis, um a mais que agosto de 2009. Os avanços mais intensos que a média nacional (8,9%) foram observados no Ceará (17,4%), Espírito Santo (15,0%), Pará (11,2%), Minas Gerais (10,9%), Rio de Janeiro (9,6%), São Paulo (9,4%), Paraná (9,1%) e Amazonas (9,0%).
O indicador acumulado janeiro-agosto também mostrou perfil generalizado de crescimento frente ao mesmo período de 2009, com todos os locais apontando expansão na produção. Com ritmo mais acentuado que a média nacional (14,1%) situaram-se: Espírito Santo (31,7%), Amazonas (23,8%), Minas Gerais (19,2%), Paraná (17,9%), Goiás (16,8%), Ceará (16,6%) e Pernambuco (15,6%). São Paulo, parque industrial mais diversificado do país e de maior peso na estrutura da indústria, cresceu 13,5%. Observa-se nesses destaques uma forte presença da indústria automobilística, de setores produtores de eletroeletrônicos e de máquinas e equipamentos, além das atividades associadas às commodities exportadas (minérios de ferro e siderurgia).
O setor industrial avançou 10,8% no período de maio a agosto, ritmo menos intenso que os 18,0% registrados nos quatro primeiros meses do ano. Nos índices regionais, o destaque para as reduções no ritmo de crescimento ficou para Goiás, que passou de 26,6% nos quatro primeiros meses do ano para 9 % no segundo quadrimestre, Amazonas, de 32,7% para 16,1%, Espírito Santo, de 40,3% para 24,6% e, Minas Gerais de 25,2% para 14,2%. Os dois únicos locais que apontaram ganho de dinamismo entre esse dois períodos foram Ceará, de 15,3% para 17,8% e Paraná de 11,6% para 23,9%.
Fonte:
IBGE
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