Economia e Emprego
Mantega aprova mudanças nos compulsórios divulgadas nesta sexta-feira (3)
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou acertadas as medidas prudenciais aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pela diretoria colegiada do Banco Central (BC), anunciadas nesta sexta-feira (3). “As autoridades monetárias têm que olhar para as mudanças conjunturais. Passamos por um período de restrição de crédito no passado que foi totalmente superado. O setor privado já voltou com força no crédito, então nós temos que evitar que haja exageros. As medidas foram bastante adequadas”, comentou.
O compulsório sobre depósitos à vista foi elevado de 8% para 12%. Para os depósitos a prazo, o percentual subiu de 15% para 20%. As mudanças nas regras de recolhimento dos compulsórios causarão um impacto de R$ 61 bilhões.
O ministro explicou que a medida tira um pouco de liquidez do crédito, em um momento em que a demanda já está em um patamar satisfatório. Ele destacou a importância das outras medidas prudenciais aprovadas nesta sexta-feira, lembrando que as novas regras poderão tornar o crédito mais caro, mas há uma forte expansão de oferta e as mudanças são oportunas. “Essas medidas prudenciais vêm na linha das medidas de regulação que nós temos feito no G-20 e Basiléia III. A qualidade do crédito não está preocupante, mas o crescimento foi muito forte. Você tem que dar uma moderada para que ele não passe dos limites”.
O CMN e o Banco Central adotaram um conjunto de medidas de natureza macroprudencial para aperfeiçoar os instrumentos de regulação existentes, manter a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e permitir a continuidade do desenvolvimento sustentável do mercado de crédito. As iniciativas visam, ainda, a dar prosseguimento ao processo de retirada gradual dos incentivos introduzidos para minimizar os efeitos da crise financeira internacional de 2008.
Conheça aqui as medidas aprovadas.
Fonte:
Ministério da Fazenda
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