Economia e Emprego
União Europeia suspende controle prévio para atum brasileiro
O atum brasileiro comercializado para a União Europeia não precisará mais do resultado prévio da análise para histamina. A decisão foi anunciada pela Direção-Geral da Saúde e Proteção do Consumidor (DG-Sanco) do bloco econômico. Com a medida, fica suspensa a exigência de resultados da análise de resíduo de histamina prévio ao embarque.
A histamina é uma substância produzida naturalmente por alguns tipos de pescado, que pode causar reações alérgicas se estiver presente em grande quantidade. No caso do Brasil, o principal peixe comercial que contém a histamina é o atum. O controle de temperatura do pescado evita que a substância seja produzida em quantidades prejudiciais ao consumidor. “Conseguimos comprovar aos europeus que as indústrias brasileiras são eficientes nesses controles, assim como as ações de fiscalização do governo”, explica Lúcio Kikuchi, chefe da Divisão de Inspeção de Pescados e Derivados do Ministério da Agricultura.
De acordo com Lúcio Kikuchi, o controle prévio exigido pela DG-Sanco estava diminuindo a competitividade do produto nacional. Ele informa que o tempo necessário para a análise do atum retardava o embarque entre três e quatro dias, reduzindo o tempo de prateleira do pescado.
Nos próximos dias, a Direção-Geral da Saúde e Proteção do Consumidor da União Européia vai oficializar a medida aprovada na terça-feira (14), por meio de documento encaminhado pelo Ministério da Agricultura.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), entre 2006 a 2010 o Brasil exportou 1,4 mil toneladas por ano de atum fresco para a União Europeia. Em 2005, antes de vigorar a exigência agora revogada, o valor comercializado era 50% maior por ano.
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