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Exército faz homenagem a militares que morreram no Haiti

por Portal Brasil publicado: 12/01/2011 10h51 última modificação: 28/07/2014 14h10
Marcello Casal/ABr arquivo Um ano após terremoto, haitianos ainda lutam para reconstrução do país

Um ano após terremoto, haitianos ainda lutam para reconstrução do país

O Exército realiza nesta quarta-feira (12) cerimônia em homenagem aos 18 militares brasileiros que morreram no terremoto de 12 de janeiro de 2010 no Haiti. Será às 17h, no Teatro Pedro Calmon, no Setor Militar Urbano, em Brasília (DF). Desde 2004, o Brasil participa da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, junto com representantes de 18 países. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, participa da solenidade.

Há exato um ano, o mundo inteiro se impressionava com as imagens do maior desastre natural dos últimos 30 anos. O país mais pobre das Américas contabiliza cerca de 220 mil mortos, 300 mil feridos e 1,5 milhão de cidadãos desabrigados. Dentre os mortos, os 18 militares brasileiros, a presidente da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e o representante adjunto da ONU para o Haiti, Luiz Carlos da Costa.

Desde então, o país iniciou seu processo de reconstrução, enfrentando ainda muitos problemas de infraestrutura, saúde pública, alimentação e saneamento básico. Apenas parte dos escombros foi removida e o Haiti agora enfrenta uma epidemia de cólera. Além da destruição, entretanto, o mundo pôde testemunhar uma inédita mobilização global em prol do Haiti e de seu povo, que luta para recomeçar a vida e reerguer o Estado, praticamente aniquilado pelo terremoto de magnitude 7 que destruiu a capital haitiana, Porto Príncipe.

O Brasil, que lidera a missão de paz da ONU naquele País, continua empenhando esforços na promoção de ações de assistência humanitária e de segurança alimentar e nutricional. Destaque para o Programa Nacional de Cantinas Escolares (PNCS), que contempla a capacitação de profissionais haitianos e a implantação de cozinhas escolares. Nos últimos dois anos, o Brasil destinou recursos de US$ 244 mil para o fortalecimento do programa.

O coordenador-geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Ministério das Relações Exteriores, Milton Rondó Filho, explica que o objetivo é que os projetos ao longo do tempo sejam sustentáveis social, econômico e ambientalmente.

O próximo passo é a instalação do Projeto de Compras Locais da Agricultura Familiar para Alimentação Escolar no Haiti, por intermédio do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Programa Mundial de Alimentos (PMA), que já conta com crédito extraordinário brasileiro aprovado de US$ 5,5 milhões.

O projeto é inspirado no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) brasileiro e contempla apoio aos ministérios de Educação e de Agricultura haitianos para estabelecimento da compra de derivados do leite e arroz produzidos por organizações de pequenos e médios agricultores e destinados à alimentação escolar. Serão beneficiadas cerca de 6 mil famílias de agricultores, que fornecerão alimentos para 20 mil estudantes.

O Brasil tem contribuído, ainda, para a recuperação do setor agrícola haitiano – prejudicado por desastres naturais e pelo restrito acesso à terra – por intermédio de organizações de sociedade civil como a Via Campesina, que mantém equipe de agentes de desenvolvimento agrícola no Haiti, e atua na distribuição de cisternas que beneficiam grupos de agricultores familiares e escolas.

Outro exemplo de parceria junto à sociedade civil foi a contribuição voluntária, em agosto passado, à ONG Viva Rio, no valor de US$ 252 mil, para apoio a atividades do Centro Comunitário que a ONG mantém em Porto Príncipe e que abriga programas educacionais diversos – inclusive de prevenção da violência – para cerca de 700 crianças e adolescentes diariamente. A iniciativa brasileira previu a coordenação entre a Viva Rio e o Programa Nacional de Cantinas Escolares (PNCS) haitiano.

Também está em negociação o projeto de atenção à saúde pública do Haiti, a ser executado pela Associação Lar São Francisco de Assis, por intermédio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). A partir do apoio financeiro do governo brasileiro, no valor aproximado de US$ 1,5 milhão, o projeto possibilitará a restauração de um centro de saúde e a implementação de serviços ambulatoriais.

A Caixa Econômica Federal abriu no dia 30 de dezembro de 2010 uma conta para quem quiser contribuir para a reconstrução do Haiti. A conta corrente 664-8, agência 0647, operação 003 está em nome do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

 

Fonte:
Blog do Planalto
Agência Brasil

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