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Economia e Emprego

IPCA de dezembro fica em 0,63% e fecha 2010 em 5,91%

por Portal Brasil publicado: 07/01/2011 15h46 última modificação: 28/07/2014 14h10

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve variação de 0,63% em dezembro de 2010 e ficou 0,20 ponto percentual abaixo da taxa de novembro (0,83%). Em dezembro de 2009, o índice havia ficado em 0,37%. Com esse resultado, o IPCA fechou o ano de 2010 em 5,91%, 1,60 ponto percentual acima da taxa de 2009 (4,31%), puxado pelo aumento dos preços dos alimentos. Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (7), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado de 2010 mostra que o IPCA voltou a subir, chegando ao nível de 2008, quando havia ficado em 5,90%. A alta de um ano para o outro é atribuída aos alimentos, que ficaram, em média, 10,39% mais caros, contribuindo com 2,34 pontos percentuais na formação do IPCA de 2010, o que representa 40% do índice.

Todas as regiões pesquisadas apresentaram aceleração na taxa de crescimento do grupo alimentação e bebidas de um ano para o outro, com destaque para Curitiba, que registrou a maior alta (13,14%). No outro extremo, a menor variação dos alimentos foi verificada em Porto Alegre (7,53%).

Donos da farta parcela de 23,31% do orçamento das famílias do IPCA, os alimentos, tiveram a maior variação de grupo do ano, além do maior impacto. O consumidor passou a pagar mais caro especialmente pelos feijões, cujos preços chegaram a subir 51,49% no ano. Mas, levando em conta a importância no orçamento das famílias, a despesa que mais pesou foi a com a compra de carnes. O preço do quilo aumentou 29,64%, em média, liderando a lista dos principais impactos ou contribuições para o IPCA do ano (0,64 ponto percentual).

Os produtos não alimentícios fecharam 2010 em 4,61%, pouco abaixo dos 4,65% de 2009. Coube ao item empregados domésticos (11,82%) a principal contribuição nesse grande grupo e a terceira no IPCA como um todo (0,40 ponto percentual).

Ainda entre os não alimentícios, os principais itens em quedas no ano de 2010 foram TV, som e informática (-12,25%), emplacamento e licença (-9,51%), seguro voluntário (-3,53%), automóvel usado (-2,01%) e automóvel novo (-1,03%).


Dezembro

O grupo alimentação e bebidas foi o responsável pela desaceleração do IPCA entre novembro e dezembro, tendo passado de 2,22% para 1,32%, de um mês para o outro. Produtos que haviam impactado novembro com altas expressivas tiveram resultados mais moderados no mês seguinte.

Foi o caso das carnes, que, da variação de 10,67% de novembro passaram para 2,25 % em dezembro, e, assim, cederam lugar ao item refeição em restaurante como principal contribuição ao IPCA do mês. Os preços da refeição subiram 1,98% em dezembro (frente a 1,40% em novembro) e contribuíram com 0,09 ponto percentual na formação do IPCA do mês.

Mesmo em menor ritmo de crescimento, o grupo alimentação e bebidas teve 0,31 ponto percentual de contribuição, o que corresponde a 49% do IPCA de dezembro.

Alguns itens continuaram mostrando taxas crescentes, com destaque para o açúcar refinado (de 6,52% em novembro para 7,02% em dezembro), o frango inteiro (de 3,35% para 4,81%), o frango em pedaços (de 1,36% para 3,44%) e lanche (de 1,24 para 2,02%).

Por outro lado, entre as quedas, o destaque foi o feijão carioca, que passou de -6,64% em novembro para -16,45% em dezembro, ficando com a mais baixa contribuição do mês, -0,05 ponto percentual. Outros alimentos também ficaram mais baratos de um mês para o outro, como a batata-inglesa (7,30% para -11,96%), o feijão preto (de 2,11% para -1,93%) e o feijão mulatinho (de -1,21% para -5,83%).

Entre os produtos não alimentícios, a taxa de 0,42% ficou bem próxima dos 0,41% de novembro.

No grupo transportes (de 0,13% para 0,29%) vários itens importantes apresentaram crescimento de novembro para dezembro, destacando-se as passagens aéreas (de -1,26% para 7,61%). Outros destaques foram ônibus interestadual (de 0,00% para 0,16%), automóveis novos (de -0,21% para 0,13%), conserto de automóvel (de -0,02% para 0,84%), pedágio (de 0,09% para 0,30%) e etanol (de 2,97% para 3,70%).

 

Fonte:
IBGE

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