Você está aqui: Página Inicial > Economia e Emprego > 2011 > 02 > Vendas no varejo fecham 2010 em 10,9%, maior acumulado desde 2001

Economia e Emprego

Vendas no varejo fecham 2010 em 10,9%, maior acumulado desde 2001

por Portal Brasil publicado: 15/02/2011 12h27 última modificação: 28/07/2014 14h12

O resultado da Pesquisa Mensal de Comércio divulgado nesta terça-feira (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que no comércio varejista do País, em dezembro, houve uma acomodação no volume de vendas e crescimento da receita nominal de vendas pelo décimo segundo mês consecutivo. A variação foi de 0,0% para o volume de vendas e de 1,0% para a receita nominal, na relação mês/mês anterior com ajuste sazonal.

Sem ajuste sazonal, as taxas para o volume de vendas foram de 10,1% sobre dezembro/09 e de 10,9% no acumulado do ano (o maior resultado da série iniciada em 2001). Já a receita nominal obteve taxas de 15,6% com relação a igual mês de 2009 e de 14,5% no ano.

Na série com ajuste sazonal, seis das oito atividades que compõem o varejo tiveram variações positivas: Tecidos vestuário e calçados (3,4%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (2,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,6%); Móveis e eletrodomésticos (1,4%); e Combustíveis e lubrificantes (1,1%). 

As variações negativas foram: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,0%).

Já na comparação com dezembro de 2009, todas as oito atividades tiveram aumento no volume de vendas, cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, se estabeleceram em 18,3% em Móveis e eletrodomésticos; 6,5% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 10,2% em Tecidos, vestuário e calçados; 8,0% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 13,9% em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 25,5% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 6,2% para Combustíveis e lubrificantes e 26,6% para Livros, jornais, revistas e papelaria, conforme a tabela 1, a seguir:


Aumento do poder de compra e expansão do crédito

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2010 de 9,0% em relação ao ano anterior — resultado que levou o segmento a responder por 39,9% da taxa anual do varejo, o principal impacto no resultado anual do Comércio Varejista.

Este desempenho reflete, principalmente, o aumento do poder de compra da população decorrente do aumento da massa de salário da economia (obtida pela melhora da renda e do emprego) e da expansão do crédito, conforme revelado pelos dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE e das Operações de Crédito do Sistema Financeiro registradas pelo Banco Central do Brasil, respectivamente.

Com aumento de 18,3% em relação ao ano anterior, a atividade de Móveis e eletrodomésticos exerceu o segundo maior impacto (27%) na taxa da taxa anual do varejo. Esse desempenho decorreu não só de fatores econômicos, como a recuperação do crédito e a manutenção do crescimento do emprego e do rendimento1, como também da estabilidade de preços, principalmente no que tange aos eletrodomésticos.


Volume de vendas do varejo ampliado acumula 12,2% ano

Para o comércio varejista ampliado — composto do varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção — as variações observadas em relação ao mês de novembro/10, com ajustamento sazonal, foram de 2,3% para o volume e de 2,1% na receita nominal de vendas.

Já para os indicadores sem ajustamento, as variações ocorridas foram as seguintes: 14,8% na relação dez10/dez09 e 12,2% no acumulado do ano para o volume de vendas, e de 18,4% e 15,1% para a receita nominal, respectivamente.

Em relação à atividade de Veículos, motos, partes e peças, os resultados para o volume de vendas foram de 4,7% sobre o mês anterior, ajustado sazonalmente, e 25,6% na comparação dez10/dez09, e de 14,1% no acumulado do ano de 2010.

Quanto à receita nominal de vendas as variações foram: 5,6%; 24,9% e 15,0%, respectivamente. O incentivo governamental (redução do IPI) dado até março de 2010, o aumento da massa salarial e o crédito foram os principais fatores para o crescimento da atividade.

O segmento de Material de construção, para o volume de vendas, obteve variação de 3,2% na comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal, e de 16,1% sobre dezembro de 2009 e taxa de 15,6% no acumulado do ano. 

Para a receita nominal de vendas os números apresentados foram: 3,5%, tendo como base o mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal; 21,6% comparado com dezembro de 2009 e 20,6% acumulados no ano. 


Unidades da federação têm resultados positivos 

Segundo o IBGE, por Unidades da Federação, os resultados com ajuste sazonal para o volume de vendas apontam, na comparação mês/mês anterior, 16 estados com variações positivas e 11 com queda. 

Os principais acréscimos ocorreram em Roraima (3,8%); Acre (3,7%) e Piauí (2,0%). Já as principais quedas foram no Amapá (-1,9%); Bahia (-1,4%); Alagoas (-1,3); Paraná (-1,3%).

Ainda no corte regional, todas as 27 Unidades da Federação obtiveram resultados positivos no volume de vendas na comparação dezembro 10/dezembro 09, com as variações de maior magnitude em Tocantins (71,5%); Rondônia (23,0%); Acre (20,1%); Paraíba (16,1%) e Maranhão (15,8%).

Quanto à participação na composição da taxa do Comércio varejista, os destaques, pela ordem, foram São Paulo (9,8%); Rio de Janeiro (11,7%); Minas Gerais (12,2%); Rio Grande do Sul (11,0%) e Santa Catarina (9,3%).

Veja mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal de Comércio na página do IBGE.


Fonte:
IBGE

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Dilma participa da abertura da colheita em Eldorado do Sul
Presidenta também inaugurou a unidade de secagem e armazenagem de arroz da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados de Porto Alegre
Dilma afirma que ajuste fiscal irá garantir crescimento
Presidenta ressaltou a importância da aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo para que país saia da atual situação
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro
Presidenta também inaugurou a unidade de secagem e armazenagem de arroz da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados de Porto Alegre
Dilma participa da abertura da colheita em Eldorado do Sul
Presidenta ressaltou a importância da aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo para que país saia da atual situação
Dilma afirma que ajuste fiscal irá garantir crescimento
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro

Últimas imagens

Em um único ambiente eletrônico estarão as informações relacionadas à titularidade dos imóveis envolvendo operações como alienações, doações e garantias
Em um único ambiente eletrônico estarão as informações relacionadas à titularidade dos imóveis envolvendo operações como alienações, doações e garantias
Foto: Pref. de Jundiaí/SP
Além de corrigir a tabela do IRPF, o projeto reduz benefícios fiscais concedidos às centrais petroquímicas e às indústrias químicas
Além de corrigir a tabela do IRPF, o projeto reduz benefícios fiscais concedidos às centrais petroquímicas e às indústrias químicas
Foto: Governo da BA
Mulheres ativas no mercado de trabalho – ou seja, que exercem alguma atividade remunerada – chegam a dedicar quase o dobro do tempo aos afazeres domésticos na comparação com os homens inativos
Mulheres ativas no mercado de trabalho – ou seja, que exercem alguma atividade remunerada – chegam a dedicar quase o dobro do tempo aos afazeres domésticos na comparação com os homens inativos
Foto: Foto: Sergio Amaral/MDS
As gravações ocorreram nas cidades de Brasília (DF), Itajaí (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Vitória (ES)
As gravações ocorreram nas cidades de Brasília (DF), Itajaí (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Vitória (ES)
Entidade do setor de materiais de construção aponta que 45% dos empresários pretendem retomar investimentos
Entidade do setor de materiais de construção aponta que 45% dos empresários pretendem retomar investimentos
Foto: Cayo Vieira/EBC

Governo digital