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Economia e Emprego

Fazenda prevê PIB entre 5% e 6,5% para 2011-2014 e inflação caindo de 5% para 4,5%

por Portal Brasil publicado: 15/03/2011 19h39 última modificação: 28/07/2014 14h14

O Ministério da Fazenda projetou em 5% o crescimento da economia brasileira em 2011, segundo o relatório Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado nesta terça-feira (15). Já as taxas de inflação no Brasil, medidas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), devem chegar a 5% em 2011 e 4,5% em 2012. A Fazenda também espera uma expansão maior da economia nos próximos anos, passando a 5,5% em 2012 e 6,5% ao ano em 2013 e 2014, em uma média aproximada de 5,9% ao ano. 

O documento consolida as principais variáveis macroeconômicas do País e afirma, por exemplo, que o IPCA sofreu forte impacto no início de 2010 pelo aumento do preço do álcool, açúcar, transportes e educação. “Esse crescimento, somado ao aumento nos preços das commodities, pressionaram o índice, que fechou em 5,9% no ano passado”, afirma a Fazenda. 

Para março e abril de 2011, o índice caminha para a desaceleração em função da redução dos preços de alimentos e do término do efeito das tarifas de ônibus e das mensalidades escolares. 

Com relação à política fiscal, a estimativa do Ministério da Fazenda é de resultado primário de 3% do PIB para o setor público consolidado, crescimento do PIB de 5% e taxa real de juros de 6% ao ano. Já a relação dívida pública/PIB, que em 2009 chegou a 42,8%, e em 2010, 40,4%,  deve cair para 37,8%. 

O relatório traz um balanço da economia brasileira em 2010, quando o PIB fechou em 7,5%, o melhor desempenho desde o ano de 1986. Para o período 2011-2014, a estimativa da Fazenda é de que a economia volte a crescer no patamar entre 5% e 6,5%, impulsionado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

A expansão do investimento em infraestrutura é o carro-chefe para o desenvolvimento sustentável, conforme o relatório. Entre 2007 e 2010, por exemplo, o PAC mobilizou mais de R$ 500 bilhões nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos. Com a criação do PAC 2, a meta para 2014 é que esse índice chegue a 24% do PIB. 

Em 2010, os investimentos obtiveram crescimento de 21,8% em comparação com o ano anterior. Já o consumo das famílias expandiu-se 7%, influenciado pelo aumento real do salário mínimo e do crédito para as pessoas físicas. As exportações e as importações de bens e serviços também apresentaram crescimento de 11,5% e 36,2%, respectivamente.

 

Juros 

O ciclo de juros estáveis em 10,75% desde julho de 2010 foi interrompido em janeiro de 2011, quando a taxa Selic foi elevada em 0,50 p.p. A redução da Selic  aliada ao crescimento da economia impactou na queda dos juros pagos pelo governo. Desde 2003, a redução foi de 38%, passando de 8,5% para 5,3% do PIB.

 

Fonte:
Ministério da Fazenda

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