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Economia e Emprego

Balança comercial de cooperativas tem saldo recorde de US$ 586,4 mi no bimestre

por Portal Brasil publicado: 08/04/2011 17h53 última modificação: 28/07/2014 14h16

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) divulgou nesta sexta-feira (8) os balanços das operações de exportação e importação das cooperativas brasileiras desde 2005 até o primeiro bimestre de 2011. Os resultados do mês de março de 2011, assim como as próximas balanças mensais, serão publicados no site do Mdic, no começo da segunda quinzena do mês, entre os dias 15 e 20.

Com a divulgação, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) atende a uma demanda do setor. “Com estes dados, as cooperativas brasileiras, que representam um dinâmico setor da nossa economia, poderão formular melhor as suas estratégias de inserção no mercado internacional”, destacou a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres.


Bimestre

No primeiro bimestre de 2011 (janeiro-fevereiro), a balança comercial das cooperativas apresentou saldo positivo de US$ 586,4 milhões, resultado recorde para o bimestre e 28,3% superior ao de 2010. A soma das exportações e importações no período, a corrente de comércio, também teve o melhor resultado da série histórica, US$ 674,9 milhões, 27,3% a mais do que o arrecadado no mesmo período em 2010.


Exportações 

No primeiro bimestre de 2011, as exportações das cooperativas apresentaram crescimento de 27,7% sobre o mesmo período de 2010, com total de US$ 630,7 milhões. A participação destas vendas no total exportado pelo País no período (US$ 31,9 bilhões) foi de 2%. Considerando a série, apenas em 2009 (-25%) as exportações do setor não registraram expansão sobre o período anterior, fato que se explica pela crise financeira internacional, que resultou em retração no comércio mundial.

Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas no primeiro bimestre de 2011, tiveram destaque: café em grão (US$ 126,8 milhões, representando 20,1% do total exportado pelas cooperativas); açúcar (US$ 114,4 milhões, 18,1%), trigo (US$ 93,0 milhões, 14,8%); carne de frango congelada (US$ 64,8 milhões, 10,3%); etanol (US$ 62,8 milhões; 10%); entre outros.

Os países que mais compraram das cooperativas brasileiras foram: Estados Unidos (US$ 94,3 milhões, representando 15% do total); Alemanha (US$ 66,2 milhões, 10,5%); Emirados Árabes Unidos (US$ 39,4 milhões, 6,3%), Japão (US$ 33,1 milhões, 5,3%); Argélia (US$ 27,8 milhões, 4,4%); Arábia Saudita (US$ 25,4 milhões, 4,%); Bangladesh (US$ 23,8 milhões, 3,8%); Países Baixos (US$ 22,4 milhões, 3,6%); Bélgica (US$ 22,1 milhões, 3,5%); China (US$ 19,5 milhões, 3,1%), França (US$ 17,6 milhões, 2,8%); e Canadá (US$ 14,5 milhões, 2,3%).

O Paraná foi o estado com maior valor de exportações de cooperativas, US$ 199,4 milhões, 31,6% do total deste segmento. Em seguida aparecem: São Paulo (US$ 179,8 milhões, 28,5%); Minas Gerais (US$ 125,3 milhões, 19,9%) e Rio Grande do Sul (US$ 64,3 milhões, 10,2%).


Importações 

Nas importações, houve expansão de 21,4% nas compras externas efetuadas por cooperativas, que passaram de US$ 36,4 milhões, em janeiro e fevereiro de 2010, para US$ 44,2 milhões, em janeiro e fevereiro de 2011. As aquisições do setor representaram 0,1% do total importado pelo País no período (US$ 30,3 bilhões).

Os principais produtos importados pelas cooperativas, no primeiro bimestre de 2011 foram cloretos de potássio (com compras de US$ 7,2 milhões, representando 16,3% do total importado pelas cooperativas); ureia com teor de nitrogênio (US$ 6,4 milhões, 14,6%); máquinas para fiação de matérias têxteis (US$ 4,8 milhões, 10,9%); malte não torrado (US$ 4,1 milhões, 9,2%); farinhas e “pellets” da extração do óleo de soja (US$ 3,4 milhões; 7,6%); produtos semimanufaturados, de outras ligas de aços (US$ 2,2 milhões, 4,9%); entre outros.

A Alemanha foi o país que mais forneceu bens para as cooperativas brasileiras (compras de US$ 8,8 milhões, representando 19,9% do total). Na sequência, estão: Argentina (US$ 5,2 milhões, 11,8%); Paraguai (US$ 4 milhões, 9,1%), Ucrânia (US$ 3,99 milhões, 9%); Bélgica (US$ 3,7 milhões, 8,4%); Canadá (US$ 3,4 milhões, 7,7%); China (US$ 2,9 milhões, 6,6%); Estados Unidos (US$ 2,7 milhões, 6,1%); Israel (US$ 1,9 milhão, 4,3%); Países Baixos (US$ 1,6 milhão, 3,5%); Uruguai (US$ 1,3 milhão, 2,9%); Rússia (US$ 1,2 milhão, 2,8%); e Egito (US$ 1,2 milhão, 2,8%).

O Paraná foi também o estado com maior volume de importações via cooperativas, com US$ 20,1 milhões, representando 45,4% do total das compras deste segmento. Em seguida, aparecem: Santa Catarina (US$ 7,3 milhões, 16,5%); São Paulo (US$ 5,6 milhões, 12,8%); Goiás (US$ 3,3 milhões, 7,6%) e  Mato Grosso (US$ 3,1 milhões, 7%).


Fonte:
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior


 

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