Economia e Emprego
Mantega contesta analistas e afirma que inflação deve ceder a partir de abril
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou nesta quinta-feira (7) a variação de 0,79% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em março. O número foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Todos os analistas se enganaram. Houve um repique da inflação de alimentos que não era esperada, tem a ver com o regime de chuvas, foi excepcional porque, todos os anos, a essa altura, os alimentos já começam a cair”, disse o ministro. Leia sobre o resultado no Portal Brasil.
De acordo com o IBGE, o IPCA acumulado em 2011 está em 2,44%. O item alimentos voltou a subir de forma significativa, aumentando 0,75% em março. Os destaques são o aumento dos itens como batata inglesa, feijão carioca, açúcar cristal e leite pasteurizado.
Segundo o ministro, a inflação deve ceder a partir de abril, quando chega ao fim o período das chuvas e da entressafra. Além disso, o item serviços também já estaria dando sinais de queda quando se observa a variação do IPC-S. “Nós estamos vigilantes e vamos tomar medidas em relação a isso, mesmo sabendo que daqui a pouco essa inflação de alimentos está caindo”, disse o ministro.
Impacto do etano e do açúcar
Nesta quinta-feira (7) pela manhã, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, também comentou o número divulgado pelo IBGE. Ele ressaltou que a economia brasileira está sofrendo com o impacto do preço do etanol e do açúcar. “Sempre que a inflação está correndo acima da meta é um motivo de atenção por parte do governo”.
Ele avaliou que a condução da política monetária está sendo administrada para levar a inflação de volta a meta no início do ano que vem. O secretário conversou com a imprensa após uma reunião com deputados do Núcleo de Finanças e Tributação do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados.
Barbosa também foi questionado sobre as medidas de IOF adotadas nessa quarta-feira (6). “A medida do IOF, assim como todas medidas cambiais, são para atenuar a tendência de apreciação do real. Não tem por objetivo nenhuma taxa de câmbio específica”, disse. O secretário afirmou que o governo continua monitorando a situação, analisando qual o tipo de fluxo que está pressionando a moeda.
Fonte:
Ministério da Fazenda
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