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Economia e Emprego

Produção industrial no Brasil cresce 1,9% em fevereiro, mostra pesquisa do IBGE

por Portal Brasil publicado: 01/04/2011 12h42 última modificação: 28/07/2014 14h16

A produção industrial no Brasil teve, em fevereiro, o seu maior resultado desde março de 2010, com um crescimento de 1,9%. Com isso, o setor acumulou crescimento de 4,6% no primeiro bimestre de 2011, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Brasil, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (1º).

Na comparação com fevereiro de 2010, o total da indústria registrou expansão de 6,9%. Segundo o instituto, o indicador acumulado nos últimos doze meses avançou em fevereiro (8,6%), mas continua desacelerando no ritmo de crescimento e de expansão, movimento que se mantém desde agosto de 2010. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página

O crescimento de 1,9% atingiu 17 dos 27 ramos industriais, enquanto os outros dez tiveram queda em fevereiro.  A expansão foi mais evidente no grupo alimentos, que cresceu 6,7%, e veículos automotores (4,7%) exercendo as maiores influências sobre o total da indústria.

Também merece destaque as contribuições positivas vindas de produtos de metal (7,0%), metalurgia básica (3,3%), equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros (11,0%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (6,7%) e bebidas (2,8%).

Por outro lado, as principais pressões negativas vieram de outros produtos químicos (-3,7%), edição e impressão (-4,0%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-5,7%).

Ainda na comparação com o mês anterior, o segmento de bens intermediários (1,3%) alcançou o resultado mais elevado entre as categorias de uso, revertendo as duas taxas ligeiramente negativas de dezembro de 2010 (-0,1%) e de janeiro de 2011 (-0,3%). A produção de bens de capital (0,9%) ficou positiva pelo segundo mês consecutivo, acumulando nesses dois meses ganho de 2,2%. Os setores de bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) e de bens de consumo duráveis (-2,3%) apontaram os resultados negativos, com ambos devolvendo parte das expansões assinaladas no mês anterior: 0,5% e 6,1%, respectivamente.


No acumulado de 2011, 23 das 27 atividades tiveram crescimento

Segundo a pesquisa do IBGE, no indicador que mostra o acumulado entre o janeiro e fevereiro de 2011, frente a igual período do ano anterior, o avanço de 4,6% também teve perfil disseminado de expansão, atingindo todas as categorias de uso e vinte e três atividades.

O ramo de veículos automotores, com acréscimo de 16,1%, se manteve como o de maior influência positiva na formação do índice geral, impulsionado pela expansão na produção de 79% dos produtos pesquisados no setor, com destaque para a maior fabricação de automóveis e caminhões.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de máquinas e equipamentos (8,2%), outros equipamentos de transporte (17,6%), indústrias extrativas (5,1%), alimentos (2,7%) e equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros (30,4%). Em sentido oposto, entre os quatro ramos com queda na produção sobressaíram os recuos vindos de outros produtos químicos (-5,2%) e de têxtil (-7,1%).

Entre as categorias de uso, o perfil dos resultados para o primeiro bimestre de 2011 confirmou o maior dinamismo em todos os segmentos, com destaque para bens de capital (13,1%) e bens de consumo duráveis (11,7%), que registraram crescimento bem acima da média da indústria (4,6%), enquanto que bens intermediários e bens de consumo semi e não duráveis, ambos com expansão de 2,4%, cresceram de forma menos acentuada.


Fonte:
IBGE

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