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Economia e Emprego

Vendas no varejo caem em fevereiro depois de nove meses, diz IBGE

por Portal Brasil publicado: 12/04/2011 16h46 última modificação: 28/07/2014 14h16

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (12) o volume de vendas do comércio varejista do mês de fevereiro. Depois de nove meses de taxas positivas, o volume de vendas caiu 0,4% em relação ao mês anterior.

Nas comparações feitas em séries sem ajuste sazonal, o volume de vendas do varejo cresceu 8,2% em relação à fevereiro de 2010, 8,2% no acumulado do bimestre e 10,4% no acumulado dos últimos 12 meses. 


Atividades

Na série com ajuste sazonal, três das dez atividades pesquisadas conseguiram resultados positivos para o volume de vendas: tecidos, vestuário e calçados (1,4%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%); e combustíveis e lubrificantes (0,1%). As variações negativas aconteceram em  hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%); veículos e motos, partes e peças (-1,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,4%); material de construção (-1,5%); móveis e eletrodomésticos (-2,8%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,1%); e livros, jornais, revistas e papelaria (–4,7%). Na comparação com fevereiro de 2010, todas as atividades cresceram. 

A categoria de móveis e eletrodomésticos, com variação de 20,5% no volume de vendas em relação a fevereiro de 2010, registrou o principal impacto na formação da taxa do varejo (42%). O resultado reflete as condições favoráveis de crédito, a manutenção do crescimento do emprego e do rendimento e a estabilidade de preços, principalmente no que tange aos eletrodomésticos (-2,2% nos últimos 12 meses para aparelhos eletrônicos no IPCA do IBGE). 


Varejo ampliado 

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou, em relação ao mês anterior, estabilidade tanto para o volume de vendas quanto para a receita nominal, ambas com variação de 0% na série com ajuste sazonal. Comparado com fevereiro de 2010 (sem ajuste sazonal), as variações foram de 14,5% para o volume de vendas e de 17,2% para a receita nominal. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, o setor apresentou taxas de 12,8% e 12,4% para o volume e de 15,9% e 15,4% para a receita nominal de vendas, respectivamente.

Em relação ao volume de vendas, a atividade de veículos, motos, partes e peças registrou queda de –1,1% em relação a janeiro. Este é o segundo mês consecutivo de resultado negativo neste tipo de comparação, indicando uma possível influência das medidas macroprudenciais do governo, tomadas em dezembro de 2010. Quanto a fevereiro de 2010, a variação foi de 26 %, acumulando no ano e nos últimos 12 meses variações de 21,2% e de 15,3%, respectivamente. 


Estados crescem

O volume de vendas  de todas as 27 unidades da federação cresceram na comparação entre fevereiro e o mesmo mês do ano anterior. Os destaques foram: Tocantins (31,1%); Paraíba (30,6%); Maranhão (20,2%); Acre (16%); e Minas Gerais (14,6%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, sobressaíram: São Paulo (5,5%); Minas Gerais (14,6%); Rio de Janeiro (10,2%); Rio Grande do Sul (8,8%) e Bahia (12,2%).

Em relação ao varejo ampliado, as maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram em Tocantins (36,8%); Espírito Santo (33,9%); Paraíba (32,2%); Mato Grosso (24,5%) e Ceará (21,8%). Em termos de impacto no resultado global do setor, os destaques foram os estados de São Paulo (10,0%); Rio de Janeiro (16,7%); Minas Gerais (18,1%); Paraná (18,5%) e Rio Grande do Sul (17,0%).

Ainda por unidades da federação, os resultados com ajuste sazonal, para o volume de vendas, apontam para dez estados com resultados positivos na comparação entre fevereiro e janeiro. As maiores variações foram em Tocantins (4,6%); Paraíba (4,6%); Amapá (3,3%); Maranhão (3,0%). As maiores quedas foram registradas em: Roraima (6,9%); Sergipe (-4,4%); Espírito Santo (–3,6%) e Amazonas (-2,3).


Fonte:
IBGE

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