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Economia e Emprego

Brasil responde a aumento de demanda mundial por alimentos

por Portal Brasil publicado : 10/05/2011 18h40

Ao anunciar uma previsão de crescimento de 6,9% para a safra de grãos brasileira, nesta terça-feira (10), o Ministério da Agricultura concluiu que o bom desempenho da produção nacional responde à demanda mundial de alimentos, crescente ao longo da última década.

Segundo os dados do oitavo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos no ciclo 2010/2011 deverá atingir 160 milhões de toneladas, o que representa um novo recorde histórico.

“Percebemos um crescimento bastante acentuado na produção agrícola brasileira. Só nos últimos dez anos, o mundo consumiu 70 milhões de toneladas a mais do que produziu. Se conseguirmos resolver problemas de infraestrutura e de investimento, teremos grandes perspectivas para a produção agrícola brasileira”, afirma o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edilson Guimarães.

A previsão de 6,9% de crescimento corresponde a 10 milhões de toneladas a mais que o colhido na safra anterior. O acréscimo de apenas 3,9% na área cultivada (1,84 milhão de ha a mais que o utilizado no ciclo 2009/2010), segundo o ministério, retrata a eficiência produtiva do País.

Também contribuíram para o desempenho da safra o aumento da área plantada das principais culturas, como algodão, feijão 1ª e 2ª safras, soja e  arroz e a boa influência do clima sobre o desenvolvimento das lavouras.

Leia mais sobre a safra recorde no Portal Brasil.


Medidas para escoamento do arroz

Apesar de um aumento previsto de 19,2% na produção, o arroz continua preocupando os produtores, já que o produto permanece com preços abaixo do mínimo estabelecido.

De acordo com o secretário, o governo tem adotado uma série de medidas de apoio ao setor, como operações de Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) e de Aquisição do Governo Federal (AGF), mas o excesso de oferta de arroz no mercado brasileiro e a quantidade insuficiente de exportações travam a valorização do grão.

“O arroz não chega a ser uma commodity, diferentemente da soja, do milho e do algodão. O grão não tem um mercado internacional que consiga absorver essa produção. Estamos usando praticamente todos os instrumentos que nós temos para apoiar o produtor e deveremos lançar, em breve, duas portarias que autorizam a realização de leilões de opção pública e privada. Existe um problema estrutural e precisamos acomodar a produção. Para isso estamos discutindo com o setor”, garante Guimarães.


Fonte:
Ministério da Agricultura

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