Você está aqui: Página Inicial > Economia e Emprego > 2011 > 05 > Inflação levará 42 milhões de pessoas à pobreza na Ásia e no Pacífico, diz Nações Unidas

Economia e Emprego

Inflação levará 42 milhões de pessoas à pobreza na Ásia e no Pacífico, diz Nações Unidas

por Portal Brasil publicado: 05/05/2011 15h55 última modificação: 28/07/2014 14h17

A economia asiática deverá crescer 7,3% em 2011. No entanto, esse crescimento virá acompanhado de inflação e do aumento da pobreza no continente. A previsão do relatório anual da Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para Ásia e Pacífico (Escap) é de que 42 milhões de pessoas podem cair na pobreza. O relatório, publicado desde 1957, está sendo lançado nesta quinta-feira (5) pela primeira vez no Brasil.

De acordo com o documento, o crescimento de 7,3% confirma a previsão de “forte crescimento” para a região e o ritmo de recuperação pós-crise. Em 2010, o crescimento registrado foi de 8,8%. O relatório registra, ainda, que há “riscos e incertezas” para a região em consequência da alta de preços dos combustíveis e dos alimentos – fator que deverá desencadear inflação para os países do continente – além dos reflexos esperados das catástrofes naturais e da volatilidade do fluxo de capitais.

O relatório aponta que a alta de preços de alimentos e combustíveis prejudicará diretamente as populações pobres e vulneráveis. Projeções do estudo apontam que “a bolha inflacionária pode levar 42 milhões de pessoas à pobreza em 2011”. Em 2010, 19 milhões de pessoas passaram por essa situação.

Além disso, o documento projeta um cenário em que, com a duplicação dos preços dos alimentos em 2011 e a elevação do preço médio do barril do petróleo para US$ 130, alguns países em desenvolvimento demorarão cinco anos a mais para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

O relatório chama a atenção dos governos da região para a necessidade de sistemas de proteção social, já que na Ásia e no Pacífico há mais de 950 milhões de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 por dia. A médio prazo, o documento sugere investimentos em políticas que ampliem o consumo, por meio da oferta de empregos e de qualidade e promoção da agricultura e do desenvolvimento rural.

“Por causa do desastre no Japão, a economia da região terá uma retração de 0,1% para cada 1% de retração econômica japonesa”, informou o diretor do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), das Nações Unidas, Rathin Roy. No entanto, ele pondera que o impacto regional da tragédia “foi mais limitado do que o previsto anteriormente”.

Roy prevê, com base no relatório, que as regiões mais dinâmicas serão as exportadoras de commodities que tiverem demanda interna mais aquecida. “Para manter o crescimento dinâmico, será necessário fomentar a demanda interna por meio de programas de inclusão social, a exemplo do que tem sido feito no Brasil. Além disso, será necessário melhorar a conectividade entre as economias da região e investir na capacidade produtiva dos países mais pobres”, acrescentou.


Fonte:
Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Dilma participa da abertura da colheita em Eldorado do Sul
Presidenta também inaugurou a unidade de secagem e armazenagem de arroz da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados de Porto Alegre
Dilma afirma que ajuste fiscal irá garantir crescimento
Presidenta ressaltou a importância da aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo para que país saia da atual situação
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro
Presidenta também inaugurou a unidade de secagem e armazenagem de arroz da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados de Porto Alegre
Dilma participa da abertura da colheita em Eldorado do Sul
Presidenta ressaltou a importância da aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo para que país saia da atual situação
Dilma afirma que ajuste fiscal irá garantir crescimento
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro

Últimas imagens

Em um único ambiente eletrônico estarão as informações relacionadas à titularidade dos imóveis envolvendo operações como alienações, doações e garantias
Em um único ambiente eletrônico estarão as informações relacionadas à titularidade dos imóveis envolvendo operações como alienações, doações e garantias
Foto: Pref. de Jundiaí/SP
Além de corrigir a tabela do IRPF, o projeto reduz benefícios fiscais concedidos às centrais petroquímicas e às indústrias químicas
Além de corrigir a tabela do IRPF, o projeto reduz benefícios fiscais concedidos às centrais petroquímicas e às indústrias químicas
Foto: Governo da BA
Mulheres ativas no mercado de trabalho – ou seja, que exercem alguma atividade remunerada – chegam a dedicar quase o dobro do tempo aos afazeres domésticos na comparação com os homens inativos
Mulheres ativas no mercado de trabalho – ou seja, que exercem alguma atividade remunerada – chegam a dedicar quase o dobro do tempo aos afazeres domésticos na comparação com os homens inativos
Foto: Foto: Sergio Amaral/MDS
As gravações ocorreram nas cidades de Brasília (DF), Itajaí (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Vitória (ES)
As gravações ocorreram nas cidades de Brasília (DF), Itajaí (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Vitória (ES)
Entidade do setor de materiais de construção aponta que 45% dos empresários pretendem retomar investimentos
Entidade do setor de materiais de construção aponta que 45% dos empresários pretendem retomar investimentos
Foto: Cayo Vieira/EBC

Governo digital