Economia e Emprego
Mantega diz que inflação está controlada e deve cair nos próximos meses
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira (20) que, apesar da elevação da estimativa para 2011, o aumento dos preços está controlado e a inflação deverá apresentar queda nós próximos meses.
“A inflação está em uma trajetória descendente. Os principais vilões, que eram commodities estão caindo. Etanol, gasolina e os preços dos alimentos estão caindo. Então, daqui para frente, nós teremos uma redução gradativa da inflação. Podemos afirmar que nós não fugiremos do limites da meta”, disse o ministro.
Nesta sexta, o governo elevou a estimativa de inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5% para 5,7%. As novas projeções constam do segundo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas do governo, divulgado pelo Ministério do Planejamento.
De acordo com o ministro, a fase de maior pressão inflacionária já passou e, no momento, não serão tomadas novas medidas para conter o consumo. “A parte da pressão inflacionária maior está sendo desativada”.
Mantega disse que as medidas para diminuição do consumo estão surtindo efeito. Segundo ele, o setor do varejo, já está dando sinais de desaquecimento. “Não será mais necessário [tomar novas medidas]. Já estamos tomando medidas desde o final do ano passado para moderar o crescimento do consumo e do crédito, e as medidas estão fazendo efeito”.
Real
De acordo com o ministro, o real só deverá se desvalorizar quando houver uma mudança na política monetária internacional.“Enquanto não houver uma mudança da política monetária dos Estados Unidos e da União Europeia, que ainda estão emitindo muito dinheiro, expandindo muito o crédito, nós teremos alguma pressão [cambial], que governo brasileiro vai procurar controlar”, disse Mantega.
Para o ministro, a entrada de capitais internacionais no País já dá mostras de arrefecimento nos meses seguintes ao primeiro trimestre, quando houve forte ingresso de moeda estrangeira no Brasil.
Mantega ressaltou que a estabilidade do câmbio depende do ingresso moderado de capitais no País. “O real depende do fluxo de capitais e principalmente da política monetária dos países avançados. Essa política excessivamente expansionista acaba trazendo muitos recursos para os países emergentes de modo que isso tende a valorizar a nossa moeda”.
Fonte:
Agência Brasil
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