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Economia e Emprego

Brasil mantém crescimento da economia em 2011

PIB cresce 1,3% nos primeiros meses do ano em relação ao trimestre anterior, superando França e União Europeia. Dados revelam que economia preserva vitalidade, mesmo com medidas para conter inflação
por Portal Brasil publicado: 03/06/2011 19h39 última modificação: 28/07/2014 14h26

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no País, cresceu 1,3% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o trimestre anterior, informou na sexta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em relação a igual período do ano passado, o crescimento foi de 4,2% nos primeiros três meses, o que coloca o País na quarta posição entre as nações emergentes que formam o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A lista é liderada pela China (9,7%), seguida pela Índia (7,8%) e África do Sul (4,8%). O desempenho brasileiro supera apenas o da Rússia, que teve expansão de 4,1%. 

Em uma listagem composta por 14 países e pela União Europeia, o crescimento brasileiro no período em relação ao quarto trimestre de 2010 fica na terceira colocação. À frente aparecem apenas a Alemanha (1,5%) e a Coreia do Sul (1,4%). Com desempenho mais fraco do que o brasileiro estão França (1,0%), Bélgica (1,0%) e União Europeia (0,8%), entre outros. 

O maior destaque, de acordo com o IBGE, foi a agropecuária, que registrou aumento de 3,3% no volume do valor adicionado. Em seguida, aparecem a indústria, com expansão de 2,2%, e os serviços, com elevação de 1,1%. 

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o resultado demonstra que a economia brasileira “mantém a vitalidade dos últimos anos” e, ao mesmo tempo, reage como o previsto às medidas do governo para conter a inflação. “Reflete uma acomodação da economia brasileira aos ajustes que nós fizemos”, ressaltou. 

Mantega destacou que as despesas de consumo, por exemplo, expandiram-se em uma velocidade menor do que o restante da economia, 0,6% de janeiro a março e as despesas do governo, 0,8%. “É importante que as despesas do governo tenham crescido menos do que o PIB.” 

Entre as medidas adotadas pelo governo, ele destacou as de contenção do crédito como as que mais contribuíram para o resultado. Mantega adiantou que, no primeiro quadrimestre – de janeiro a abril –, a expansão do crédito deverá ser em torno de 13% - menor que o  registrado no primeiro trimestre, 20%. 

Com isso, o ministro acredita que o aumento de preços deverá ocorrer em uma velocidade menor durante os próximos meses. “A tendência é a acomodação da inflação em um patamar mais baixo até o final do ano.” 

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, será na semana que vem, e a aposta predominante é de uma nova alta de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, usada como baliza para o crédito no mercado brasileiro. 

 

Resultado esperado 

O resultado correspondeu às expectativas do mercado, segundo afirma o coordenador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), Armando Castelar Pinheiro.  Para ele, a composição desse crescimento foi saudável para o momento atual, com recuperação do investimento, que havia esfriado bastante no último trimestre do ano passado. 

Mesmo assim, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para cima a estimativa para o crescimento da economia brasileira neste ano, mas ponderou que a atividade deve desacelerar nos próximos meses. A CNI agora prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 3,8% em 2011, ante prognóstico anterior de 3,5%. 

Já o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que o crescimento 4,2% do PIB no primeiro trimestre deste ano, em relação ao primeiro trimestre de 2010, confirma que a economia brasileira se encontra em um ciclo sustentado de expansão, em ritmo mais condizente com o equilíbrio interno e externo. 

“A demanda doméstica continua sendo o grande suporte da economia, com o consumo das famílias registrando crescimento de 5,9%, em relação ao primeiro trimestre de 2010 (trigésima variação positiva consecutiva nessa base de comparação), desempenho que tem sido impulsionado pela expansão moderada do crédito às famílias, pela geração de empregos e de renda. A Formação Bruta de Capital Fixo, uma boa medida do investimento, cresceu 8,8% no primeiro trimestre, em relação ao primeiro trimestre de 2010, um desempenho robusto e que sugere que o empresariado nacional permanece confiante nas perspectivas para a economia brasileira neste e nos próximos anos, ” afirmou.

 

Dados do PIB 

O maior destaque, de acordo com o IBGE, foi a agropecuária, que registrou aumento de 3,3% no volume do valor adicionado. Em seguida, aparecem a indústria, com expansão de 2,2%, e os serviços, com elevação de 1,1%. 

Em relação ao primeiro trimestre de 2010, o PIB registrou aumento de 4,2%. Nessa base de comparação, os serviços foram a atividade econômica com maior expansão (4%). A indústria cresceu 3,5% e a agropecuária, 3,1%. 

O IBGE informou também que revisou o dado relativo ao quarto trimestre de 2010 em relação aos três meses anteriores. O dado previamente divulgado apontava uma expansão de 0,7%, mas na verdade o crescimento ficou em 0,8%.

 

Fonte:
Agência Brasil
Blog do Planalto

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