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Economia e Emprego

Combater a miséria é investimento, diz ministra do Desenvolvimento Social

por Portal Brasil publicado: 22/06/2011 17h11 última modificação: 28/07/2014 14h27

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello foi a convidada desta quarta-feira (22) do programa Bom dia, Ministro. Durante a entrevista, a ministra afirmou que o plano Brasil Sem Miséria, que tem orçamento anual estimado em no mínimo R$ 20 bilhões, não é um custo, mas um investimento. 


Ouça o programa aqui.

Segundo Tereza, o governo federal tem pesquisas que mostram que a cada R$ 1 investido no Bolsa Família e distribuído para a população de baixa renda, R$ 1,40 retornam aos cofres públicos, multiplicando o Produto Interno Bruto (PIB) das localidades. Portanto, disse a ministra, “ganha o consumidor, a população pobre, mas ganha também o comércio, a indústria porque vendem mais, e ganha todo o País”.

Durante a entrevista, a ministra do MDS enfatizou que o Brasil sem Miséria não é um programa, mas um plano nacional que envolve várias ações: algumas que já existiam, como o Bolsa Família, e iniciativas novas, como é o caso da Bolsa Verde. “É como se a gente tivesse criado uma força-tarefa, um esforço do país para erradicar a extrema pobreza”, explicou.

Mesmo tendo sido lançado recentemente, disse a ministra, o plano “já está na rua” com diversas iniciativas, como, por exemplo, as negociações envolvendo MDS, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Ministério do Desenvolvimento Agrário para a venda de produtos do meio rural ao governo federal e a supermercados.

De acordo com Tereza, já estão sendo contratadas no Nordeste equipes de assistência técnica em todos os estados. Essas equipes vão acompanhar as famílias, oferecendo assistência técnica, distribuindo sementes e orientando-as para que possam produzir melhor e tenham possibilidade de vender os seus produtos.

No que diz respeito à qualificação, a ministra explicou que o governo federal está adotando uma nova postura com o Brasil Sem Miséria: em vez de formar as pessoas e depois identificar onde pode haver vagas, a partir de agora será feito um movimento oposto, ou seja, primeiro estão sendo levantadas quais as demandas reais do mercado de trabalho em cada uma das regiões e em cada uma das cidades.

“No Rio de Janeiro e em cidades que vão receber grandes eventos, como a Copa do Mundo, estamos tendo uma demanda grande no setor de serviços (hotéis, restaurantes, recepcionistas, camareiras etc). Onde há obras do [Programa de Aceleração do Crescimento] PAC e grandes empreendimentos, a busca é na área de construção civil, exemplificou.

A ministra disse ainda que, neste momento, o governo federal – em parceria com os governos estaduais e municipais – está identificando as demandas de qualificação, primeiro nas principais cidades do País, para depois chegar às cidades de médio e pequeno porte. Tereza acredita que a maior parte das pessoas que fizerem os cursos serão contratadas, porque existe uma procura muito grande por empregados.

Sobre a questão das fraudes, Tereza avalia que o Estado brasileiro já avançou muito ao longo dos últimos oito anos. Quando o Bolsa Família começou, lembrou, havia um nível de denúncias relevante, porque desvios vinham acontecendo. Hoje o nível de fraudes é considerado “muito pequeno” – menor que 0,5% – porque os dados são públicos, as famílias que recebem os benefícios são conhecidas, o governo federal criou mecanismos para fiscalizar, com o cruzamento de vários cadastros, e as pessoas denunciam, explicou a ministra.

Para Tereza, o conceito fundamental do Brasil Sem Miséria é que, desta vez, não são as famílias que vão atrás do Estado, mas o Estado é que vai buscar as famílias para inseri-las profissional e socialmente. Para que isso dê certo, o governo federal está mobilizando todo o setor público brasileiro.

Na Amazônia, por exemplo, a parceria está sendo feita com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Banco da Amazônia e o Exército, entre outros. Encontrar as famílias em situação de extrema pobreza não é fácil – explicou a ministra –, mas “nós não podemos simplificar uma coisa que é muito complicada”.


Fonte:
Blog do Planalto e
Bom dia, Ministro

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