Economia e Emprego
Taxa da inflação cai acentuadamente em maio em São Paulo, diz Dieese
O Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no município de São Paulo em maio, apresentou taxa de 0,04%, com queda acentuada em relação à variação de abril (0,80%), cuja diferença foi de -0,76 pontos percentuais. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (6).
Os grupos que mais colaboraram com a queda da inflação foram: Transporte (-1,33%) e Equipamento Doméstico (-0,21%), que, juntos, contribuíram com -0,23 pontos percentuais (pp.) no cálculo da inflação de maio. A Saúde (0,66%), Alimentação (0,29%) e Habitação (0,23%), de certa forma, neutralizaram as quedas, agravando o ICV em 0,22 pp.
A Saúde (0,66%) foi o grupo com a maior taxa, os seus subgrupos acusaram comportamentos distintos: assistência médica (0,80%), devido, basicamente, aos reajustes aplicados pelos seguros e convênios médicos (0,93%). Os medicamentos e produtos farmacêuticos (0,10%), pouco alteraram seus valores.
As taxas dos subgrupos da Alimentação (0,29%) foram: produtos in natura e semielaborados (-0,76%), produtos da indústria alimentícia (1,31%) e alimentação fora do domicílio (0,86%).
Os produtos in natura e semielaborados, em média, apresentaram deflação em seus valores; desagregação deste subgrupo revela comportamentos distintos entre seus itens: Legumes (5,97%) – com taxas acentuadas no chuchu (14,31%), pepino (13,32%) e tomate (5,05%); Raízes e tubérculos (2,88%) – com forte alta no alho (10,18%) e batata (5,60%); Leite in natura (0,58%); Carnes (-0,50%) – com variações pequenas em seus itens: bovina (-0,46%) e suína (-1,28%); Aves e ovos (-0,82%) – com queda no frango (-1,27%) e aumento nos ovos (1,21%); Grãos (-1,04%) – com alta no feijão (2,52%) e queda no arroz (-2,67%); Hortaliças (-1,14%) – com pequenas variações nos preços de seus componentes e Frutas (5,55%) – com oscilações típicas da sazonalidade dos produtos que compõem esse item: taxas negativas no morango (-12,47%), limão (-11,02%) e laranja (-9,84%).
A queda no Transporte (-1,33%) ocorreu, unicamente, no subgrupo individual (-1,92%), uma vez que o coletivo não variou. Observa-se taxa negativa nos combustíveis (-3,25%), porém esta variação foi distinta em seus componentes: forte queda no álcool (-14,14%), pequena variação negativa no diesel (-0,36%) e aumento na gasolina (1,66%).
Fonte:
Dieese
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