Você está aqui: Página Inicial > Economia e Emprego > 2011 > 06 > Convenção de Roterdã deve restringir comércio internacional de três agrotóxicos

Economia e Emprego

Convenção de Roterdã deve restringir comércio internacional de três agrotóxicos

por Portal Brasil publicado: 20/06/2011 18h13 última modificação: 28/07/2014 14h27

Mais de 75 países, signatários da Convenção de Roterdã, vão discutir os impactos dos agrotóxicos endossulfan, alacloro e aldicarbe na saúde da população. O encontro, que começou nesta segunda-feira (20), em Genebra (Suíça), também vai analisar a segurança de uso da fibra mineral amianto crisotila, utilizada, principalmente, em telhas e caixas d’água aqui no Brasil.

Caso a Conferência das Partes de Roterdã (COP 5) decida incluir as quatro substâncias no regulamento internacional, na seção “severamente perigosas”, os países signatários do acordo deverão adotar medidas de controle no comércio internacional desses produtos. 

De acordo com o gerente geral de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Luiz Cláudio Meirelles, “substâncias que estão classificadas como severamente perigosas pela Convenção possuem normas de movimentação específicas, que devem ser seguidas por todos os países”. O comércio dessas substâncias deve assegurar informações adequadas sobre os riscos e perigos destas para a saúde humana.

Além disso, quando houver comércio internacional dessas substâncias, as autoridades de controle, tanto do país importador, quanto do país exportador, devem ser informados. “O país importador é co-responsável pela substância junto com o exportador”, explica Meirelles, que irá representar o Brasil na reunião da Convenção.


Posição brasileira

Na reunião da Convenção de Roterdã, o Brasil irá defender a inclusão dos agrotóxicos endossulfan, alacloro e aldicarbe na classificação do tratado internacional. “São produtos extremamente tóxicos que, do ponto de vista do setor saúde, devem sofrer um maior controle no comércio internacional. Os países precisam saber dos riscos que estão expostos ao comprarem esses produtos”, defende o gerente da Anvisa.

No Brasil, o comércio do agrotóxico endossulfan será banido a partir de 31 de julho de 2013. O agrotóxico foi considerado extremante tóxico pela Comissão de Reavaliação de Agrotóxicos e teve seu uso associado a problemas reprodutivos e endócrinos em trabalhadores rurais e na população.

Em abril, o endossulfan também foi classificado como produto poluente orgânico persistente pela Convenção de Estocolmo e teve indicativo para retirada do mercado mundial em 2012. O produto só poderá continuar a ser utilizado, a partir de 2012, em países que já estão na fase de retirada programada do agrotóxico do mercado interno, caso do Brasil.

O aldicarbe é um inseticida autorizado para uso em café, cana-de-açúcar e citros. O agrotóxico aldicarbe é o mais utilizado na formulação do “chumbinho”, produto clandestino utilizado como raticida, sendo encontrado em parte significativa dos produtos apreendidos e analisados.

O Brasil já não importa aldicarbe desde dezembro de 2010. “Também iremos banir este agrotóxico do mercado brasileiro, atualmente, o uso se restringe aos estoques que já foram importados”, afirma Meirelles.

Já alacloro é um herbicida que pode ser utilizado na plantação de algodão, amendoim, café, cana-de-açúcar, girassol, milho e soja. O uso desta agrotóxico também vem sendo discutido internacionalmente pelos efeitos que pode representar para saúde.


Convenção de Roterdã

A Convenção de Roterdã regula o comércio internacional de produtos químicos perigosos. O acordo foi assinado pelo Brasil em 1998 e ratificada pelo Congresso Nacional em 2004. Foi promulgado, em 2005.


Fonte:
Anvisa

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Dilma participa da abertura da colheita em Eldorado do Sul
Presidenta também inaugurou a unidade de secagem e armazenagem de arroz da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados de Porto Alegre
Dilma afirma que ajuste fiscal irá garantir crescimento
Presidenta ressaltou a importância da aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo para que país saia da atual situação
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro
Presidenta também inaugurou a unidade de secagem e armazenagem de arroz da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados de Porto Alegre
Dilma participa da abertura da colheita em Eldorado do Sul
Presidenta ressaltou a importância da aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo para que país saia da atual situação
Dilma afirma que ajuste fiscal irá garantir crescimento
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro

Últimas imagens

Em um único ambiente eletrônico estarão as informações relacionadas à titularidade dos imóveis envolvendo operações como alienações, doações e garantias
Em um único ambiente eletrônico estarão as informações relacionadas à titularidade dos imóveis envolvendo operações como alienações, doações e garantias
Foto: Pref. de Jundiaí/SP
Além de corrigir a tabela do IRPF, o projeto reduz benefícios fiscais concedidos às centrais petroquímicas e às indústrias químicas
Além de corrigir a tabela do IRPF, o projeto reduz benefícios fiscais concedidos às centrais petroquímicas e às indústrias químicas
Foto: Governo da BA
Mulheres ativas no mercado de trabalho – ou seja, que exercem alguma atividade remunerada – chegam a dedicar quase o dobro do tempo aos afazeres domésticos na comparação com os homens inativos
Mulheres ativas no mercado de trabalho – ou seja, que exercem alguma atividade remunerada – chegam a dedicar quase o dobro do tempo aos afazeres domésticos na comparação com os homens inativos
Foto: Foto: Sergio Amaral/MDS
As gravações ocorreram nas cidades de Brasília (DF), Itajaí (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Vitória (ES)
As gravações ocorreram nas cidades de Brasília (DF), Itajaí (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Vitória (ES)
Entidade do setor de materiais de construção aponta que 45% dos empresários pretendem retomar investimentos
Entidade do setor de materiais de construção aponta que 45% dos empresários pretendem retomar investimentos
Foto: Cayo Vieira/EBC

Governo digital