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Economia e Emprego

Brasil só perde para China em expansão de investimento na dívida norte-americana

por Portal Brasil publicado: 19/07/2011 17h52 última modificação: 28/07/2014 14h28

O Brasil foi o país que registrou o segundo maior aumento em aplicações em títulos do governo dos Estados Unidos no último ano, atrás apenas da China. A informação é do Tesouro norte-americano e foi divulgada na segunda-feira (18), em um momento onde cresce a tensão quanto ao risco de calote por parte dos norte-americanos, caso o Congresso não chegue a um acordo para elevar o teto da dívida pública do país até 2 de agosto. As informações são da BBC Brasil.

Em maio, o Brasil tinha US$ 211,4 bilhões (cerca de R$ 333 bilhões) aplicados em títulos do governo norte-americano, valor que representa crescimento de 30,89% em um ano e mantém o País como quinto maior credor externo dos Estados Unidos, atrás de China, Japão, Grã-Bretanha e um grupo de países exportadores de petróleo.

Entre os dez principais credores, o Brasil foi o que registrou o segundo maior crescimento entre maio de 2010 e maio de 2011. No mesmo período, a China aumentou em 33,6% sua compra de papéis do governo norte-americano, chegando a US$ 1,16 trilhão, mais de um terço de suas reservas internacionais. No caso do Brasil, o valor aplicado representa quase dois terços das reservas internacionais, de US$ 340 bilhões.

O aumento das aplicações brasileiras em títulos do Tesouro norte-americano vem acompanhando o crescimento das reservas do País. Em dezembro de 2004, com as reservas em US$ 50 bilhões, o Brasil tinha um total de US$ 15,2 bilhões em títulos da dívida norte-americana. Em dezembro de 2007, quando as reservas chegavam a US$ 178 bilhões, as aplicações em títulos estavam em US$ 129,9 bilhões.

Maio foi o segundo mês de aumento consecutivo no valor investido pelo Brasil em títulos do Tesouro dos Estados Unidos. De março a abril, o montante já havia crescido de US$ 193,5 bilhões para US$ 206,9 bilhões.

Segundo analistas, essa tendência pode indicar que, apesar das preocupações com um possível calote dos Estados Unidos – expressadas não apenas pelo governo, mas também pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e por agências de classificação de risco, em meio às dificuldades de um acordo entre democratas e republicanos no Congresso para elevar o teto da dívida –, os papéis do Tesouro norte-americano ainda são considerados um investimento seguro.

"Os Estados Unidos não vão perder seu status de porto seguro por causa de uma ultrapassagem de curto prazo do teto da dívida", disse o economista Gregory Daco, da consultoria IHS Global Insight. Assim como outros economistas, Daco aposta em um acordo antes de 2 de agosto, evitando que os Estados Unidos deixem de cumprir seus compromissos financeiros.

No entanto, o impasse no Congresso já levou as principais agências de classificação de risco a alertar sobre a possibilidade de rebaixamento da nota dada aos Estados Unidos (atualmente é "AAA", a mais alta existente), atestado de que um país tem grande capacidade de cumprir seus compromissos financeiros.

A Standard & Poor's e a Moody's já haviam colocado a nota dos Estados Unidos em revisão, com risco de rebaixamento, caso o Congresso não autorize o aumento do teto da dívida. Ontem a agência Fitch avisou que, "na hipótese pouco provável de o teto não ser elevado antes de 2 de agosto", colocará a classificação do país em observação negativa.

Diante dessa movimentação toda, a China manifestou-se na semana passada, dizendo esperar que o governo americano adote "políticas responsáveis" para garantir o interesse dos credores.


Fonte:
Agência Brasil

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