Economia e Emprego
Meta do esforço fiscal não muda apesar do resultado do primeiro semestre, diz secretário do Tesouro
Mesmo tendo somado R$ 55,522 bilhões de superavit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública), nos primeiros seis meses do ano, o governo não pretende alterar a meta para 2011, que é R$ 81,7 bilhões. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (25) pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
“A programação do decreto é anual, portanto tem por objetivo que receitas e despesas permitam o cumprimento da meta anual. Nós estamos mirando na meta, nem acima e nem abaixo dela. Nosso objetivo é alcançá-la”, disse.
Segundo Augustin, os números positivos também não devem flexibilizar o contingenciamento de R$ 50 bilhões no Orçamento, promovido pelo governo federal em março deste ano. “O resultado [superávit primário] não abre espaço para se gastar, não há nenhuma mudança programada. Nós não avaliamos que esteja fácil [o cumprimento da meta], avaliamos que o resultado do primeiro semestre corresponde à realização de um objetivo que o governo se colocou”, afirmou.
As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registraram no semestre resultado positivo de R$ 55,522 bilhões, valor equivalente a mais da metade da meta para 2011. Em junho, o resultado positivo foi de 10,478 bilhões ante os R$ 4,2 bilhões registrados no mês anterior.
O resultado de junho é reflexo do aumento nas receitas, que somaram R$ 83,665 bilhões, ante R$ 75,6 bilhões registrados em março. De janeiro a junho, as receitas líquidas do governo somaram R$ 393,46 bilhões, com crescimento de 19,25% ante o mesmo período do ano passado, ou R$ 63,5 bilhões de elevação. No ano, o aumento em relação a 2010 foi de 20,3%.
As despesas em junho atingiram R$ 59,201 bilhões, frente R$ 55,259 bilhões no mês anterior. No ano, os gastos cresceram 10,8%, totalizando R$ 337,9 bilhões em comparação ao mesmo período do ano passado, R$ 305 bilhões. O aumento é inferior ao registrado no primeiro semestre de 2010, quando as despesas subiram 18,2%.
Fonte:
Agência Brasil
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