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Economia e Emprego

Aumento da meta de superavit primário abre espaço para redução de juros, diz Mantega

por Portal Brasil publicado: 29/08/2011 18h05 última modificação: 28/07/2014 14h30

O aumento da meta de superavit primário irá abrir espaço para que o Banco Central (BC) reduza a taxa básica de juros, a Selic, afirmou nesta segunda-feira (29) o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O ministro anunciou em entrevista coletiva o aumento da meta de superavit primário do Governo Central (Previdência Social, Banco Central e Tesouro Nacional) de R$ 81,8 bilhões para cerca de R$ 91 bilhões.

Segundo Mantega, o maior esforço fiscal viabiliza a redução dos juros básicos. Ele acrescentou que essa avaliação não indica despreocupação do governo com o controle da inflação. “Na medida em que o governo deixa de aumentar o gasto público, abre espaço para a queda de juros, quando o Banco Central entender que é possível. Isso não significa descuidar da inflação.”

O ministro ressaltou que a “inflação é uma preocupação permanente do governo”. “Em curto, médio e longo prazos, essa atitude de fortalecer a nossa situação fiscal é no sentido de abrir espaço para que haja redução dos juros”, destacou.

De acordo com Mantega, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduzir a taxa básica, será possível diminuir os gastos do governo com os juros, que chegaram a cerca de R$ 134 bilhões no primeiro semestre deste ano.

O Copom se reúne na terça (30) e na quarta-feira (31) para definir a taxa Selic. A expectativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo BC é que o Copom manterá a taxa no patamar de 12,50% ao ano. Este ano, o comitê elevou a Selic em 1,75 ponto percentual.

Guido Mantega ressaltou também que o aumento do superavit primário abrirá espaço para o aumento dos investimentos e impedirá a evolução dos gastos correntes. Segundo ele, o aumento do superavit primário “não se dará às custas de cortes adicionais” no Orçamento. Em fevereiro deste ano, o governo já havia anunciado corte de R$ 50 bilhões nos gastos.

Mantega fez uma comparação com os países europeus e com os Estados Unidos, que têm elevada dívida pública e, agora, estão “fazendo corte de tudo, cortando investimento e benefícios sociais”. Para o ministro, uma situação bem diferente da que o brasileiro vai enfrentar. “Não é nada disso que estamos fazendo aqui, queremos ampliar o investimento”. Ele garantiu que “nenhum novo corte” foi definido. “Estamos falando em não aumentar gastos e em não cortar gastos já existentes e previstos para este ano, inclusive eventuais modificações nas folhas de pagamento de 2011”.

Na avaliação da equipe econômica, o aumento do superavit primário será importante para o governo enfrentar uma possível deterioração da situação econômica mundial. Na avaliação de Mantega, “fortalecer o [superavit] primário nesse momento significa dispor de mais recursos no próximo ano, se for necessário”.

A proposta de Orçamento para 2012 será enviada na quarta-feira (31) ao Congresso Nacional. De acordo com o ministro, o documento estará “afinado com essas diretrizes e essa situação, para que 2012 tenha um superavit primário vigoroso como esse que faremos este ano”, disse Mantega.

“Tínhamos planejado desde o inicio do ano uma desaceleração da economia brasileira, e isso ocorreu, com um primeiro trimestre ainda mais aquecido, o segundo com desaquecimento, o terceiro desaquecido, mas ainda positivo, e o quarto mais aquecido, como é de costume. Tudo está dentro da rota que foi traçada”, garantiu Mantega.

 

Fonte:
Agência Brasil

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