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Economia e Emprego

Vendas no varejo variam 0,2% em junho e acumulam 7,3% no primeiro semestre

por Portal Brasil publicado: 11/08/2011 11h04 última modificação: 28/07/2014 14h30

Em junho, o comércio varejista do País apresentou variação de 0,2% para o volume de vendas e 0,6% para a receita nominal, em relação ao mês anterior, completando dois meses de resultados positivos no que tange ao volume de vendas e crescimento da receita nominal de vendas pelo décimo quinto mês consecutivo. Os dados foram divulgados, nesta quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As taxas para o volume de vendas foram de 7,1% sobre junho de 2010 e de 7,3% e 8,9% nos acumulados do primeiro semestre deste ano e dos últimos 12 meses, respectivamente. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 12,1%, 12,2% e de 13,3%, respectivamente.

Na passagem de maio para junho, cinco das oito atividades que compõem o varejo tiveram variações positivas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,1%); Tecidos vestuário e calçados (3,0%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%); Material de Construção (1,0%); Combustíveis e lubrificantes (0,2%). As variações negativas foram: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%); Móveis e eletrodomésticos (-0,2%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,3%); e Veículos e motos, partes e peças (-0,7%).

Já na comparação de junho deste ano com o mesmo mês de 2010, todas as oito atividades do varejo obtiveram aumento no volume de vendas cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, foram as seguintes: 16,3% para Móveis e eletrodomésticos; 2,7% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 12,0% em Tecidos, vestuário e calçados; 34,3% para Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação; 12,4% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; 3,2% em Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 1,1% para Combustíveis e lubrificantes e 8,9% para Livros, jornais, revistas e papelaria.

 

Móveis e eletrodomésticos

Móveis e eletrodomésticos, com alta de 16,3% no volume de vendas em relação a junho do ano passado, foi responsável pela principal contribuição (37%) da taxa global do varejo. A atividade teve seu resultado explicado pela manutenção do crescimento do emprego e do rendimento, bem como pela queda dos preços dos eletrodomésticos (-5,8%, nos últimos 12 meses, para Aparelhos eletrônicos no IPCA do IBGE), contrapondo, assim, aos efeitos das medidas macroprudenciais implementadas pelo governo. No acumulado do ano a taxa foi de 17,7% e nos últimos 12 meses, de 17,1%.

 

Varejo ampliado

O Comércio Varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou crescimento em relação ao mês anterior com variação de 0,5% para o volume de vendas e de 1,2% para a receita nominal. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, as variações foram de 9,5% para o volume de vendas e de 12,0% para a receita nominal. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses o setor apresentou taxas de variação de 9,2% e 11,0% para o volume e de 12,0% e 13,8% para a receita nominal de vendas, respectivamente.

 

Unidades da Federação

Todas as 27 unidades da Federação apresentaram resultados positivos na comparação com junho de 2010. Os destaques em termos de variações positivas do volume de vendas foram Tocantins (25,7%); Paraíba (14,2%); Pará (10,5%); Bahia (10,4%); Rondônia (10,3%) e Pernambuco com variação de 10,0%. Quanto à participação na composição da taxa do Comércio Varejista, destacaram-se, pela ordem, São Paulo (6,5%); Rio de Janeiro (6,5%); Minas Gerais (8,18%); Rio Grande do Sul (8,3%); Bahia (10,4%) e Paraná (6,9%).

Em relação ao varejo ampliado, as maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram em Espírito Santo (18,1%); Tocantins (15,9%); Pará (13,7%); Maranhão (11,6%); Alagoas (11,5%) e Paraná com variação de 11,4%. Em termos de impacto no resultado global do setor, os destaques foram os estados de São Paulo (9,0%); Rio de Janeiro (10,7%); Minas Gerais (8,5%); Paraná (11,4%); Rio Grande do Sul (9,2%) e Espírito Santo (18,1%).

Ainda por unidades da Federação, o volume de vendas aponta 19 estados com variações positivas em junho, quando comparado com o mês anterior, sendo os destaques: Amapá (10,4%); Alagoas (3,3%); Tocantins (3,1%); Paraíba (2,6%); Pará (2,2%) e Ceará (1,9%).

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada no site do IBGE.

 

Fonte:
IBGE

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