Economia e Emprego
Iraque quer aumentar intercâmbio comercial com o Brasil
O Iraque quer aumentar o intercâmbio comercial com o Brasil. Uma comitiva do país, liderada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Iraque, Labeed Majeed Aziz Abbawi, participou na quarta-feira (26), no Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic), de reunião para discutir a parceria.
A secretária de Comércio Exterior do Mdic, Tatiana Lacerda Prazeres, que recebeu a comitiva, considerou no encontro que as relações comerciais com o Iraque deverão ser intensificadas com a reabertura da embaixada brasileira em Bagdá, após a conclusão das obras de construção do edifício.
O comércio entre Brasil e Iraque apresentava, em 1980, uma corrente de comércio de US$ 4,1 bilhões. Este número, no entanto, foi se retraindo no período de guerras e conflitos militares no Iraque e, em 2010, foi de US$ 796 milhões. O valor do comércio bilateral na década de 80, porém, indica que pode ocorrer uma forte dinamização das relações comerciais bilaterais nos próximos anos com maior estabilidade no Iraque.
Durante o evento, a delegação de autoridades e empresários iraquianos demonstrou interesse em diversas parcerias com o setor produtivo brasileiro. Eles manifestaram intenção de comprar automóveis e aeronaves brasileiras, e ainda de aumentar a aquisição de açúcar. Além disto, eles buscam a instalação de empresas construtoras brasileiras no país para as obras de reconstrução posterior ao período de guerras e conflitos. O governo iraquiano está em fase de análise para a definição de um plano de investimentos em infraestrutura.
Estima-se que o setor de transporte receberá, nos próximos anos, investimentos de US$ 10 bilhões e os setores de educação, água, saneamento e agricultura receberão cada US$ 5 bilhões. A área de saúde receberá aportes de US$ 3 bilhões e US$ 2 bilhões deverão ser alocados para o ensino superior. O Iraque também planeja a construção de 50 usinas termelétricas com contratos de construção de US$ 6,3 bilhões.
Outro objetivo expresso pela comitiva é o de atrair empresas mineradoras, especialmente, para a extração do fosfato, mineral abundante no Iraque. Esta extração seria estratégica para o Brasil pelo fato de o fosfato ser um dos principais insumos para a produção de fertilizantes, sendo este um dos mais importantes itens da pauta de importações brasileira para suprir a elevada produção agropecuária nacional.
Intercâmbio comercial
No comércio entre Iraque e Brasil, são destacadas as compras de petróleo iraquiano pelo Brasil e as compras de produtos agrícolas brasileiros pelo Iraque. As exportações brasileiras, entre janeiro e setembro de 2011, foram de US$ 226 milhões e as importações provenientes do Iraque foram de US$ 677 milhões.
No período, os principais produtos brasileiros vendidos foram carne de frango (72,4% do total), açúcar refinado (17,8%) e carne bovina (5,5%). O único produto importado pelo Brasil do Iraque, no acumulado do ano, foi petróleo em bruto.
Fonte:
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
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