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Economia e Emprego

Mantega discute aumento de recursos para FMI com ministro da Coréia do Sul

por Portal Brasil publicado: 19/10/2011 11h50 última modificação: 28/07/2014 16h13

O ministro da Fazenda Guido Mantega recebeu nesta terça-feira (18), em seu gabinete, o ministro de Estratégia e Finanças da Coreia do Sul, Jaewan Bahk. Durante a conversa os ministros falaram sobre as perspectivas da economia global e os principais pontos que serão discutidos durante a reunião de cúpula do G20, que acontecerá no início de novembro, em Cannes, na França. Mantega e Bahk aprofundaram os temas abordados na reunião de ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G20 que aconteceu no último fim de semana em Paris.

Os países do G20 estão discutindo que modalidade poderia ser utilizada para elevar esses recursos. O Brasil defende a realização de acordos bilaterais a serem firmados entre o FMI e o país que precisar de recursos. O repasse seria feito por meio de empréstimos remunerados. A idéia dos acordos bilaterais, disse o secretário, é de se ter um mecanismo hábil que sinalize apoio da comunidade internacional a uma eventual solução dos problemas europeus. “Mas também é uma solução temporária e não um aumento definitivo de recursos para o FMI, porque um aumento definitivo só poderia vir em 2014, quando acontece a próxima discussão para aumento de cotas”, disse o secretário de Assuntos Internacionais, Carlos Conzendey. 

Diante da crise, alguns países, principalmente europeus, sugeriram sinalizar aos mercados o adiamento decisão de aumentar as cotas, que se daria por meio a transferência do New Arrangements to Borrow (NAB). O NAB é um pool de reservas cuja finalidade é reforçar a capacidade financeira do Fundo e complementar as cotas, que são o instrumento primordial por meio do qual o Fundo financia as suas operações de empréstimo.

Além ter cotas no fundo, o Brasil participa, desde novembro de 2009 do NAB, com uma contribuição de até US$ 14 bilhões. Na reforma de 2010, lembrou Cozendy, foi acertando que em 2012 os países poderiam pegar o dinheiro do NAB e pagar as suas cotas. De acordo com o secretário, os coreanos inicialmente estavam inclinados a apoiar à prorrogação sugerida pelos europeus, mas tinham ficado impressionados com a proposta brasileira e poderiam acompanhar o país se houvesse consenso na direção dos acordos bilaterais.


Brasil x Coreia

Segundo relatou Cozendey, no encontro realizado na terça-feira (18) o ministro Guido Mantega lembrou ao colega que comércio entre Brasil e Coreia cresceu três vezes nos últimos cinco anos, sendo que o déficit brasileiro com aquele país cresceu 10 vezes.

“O ministro ressaltou esse aspecto e disse que o comércio entre os dois países deve continuar a se desenvolver entre os dois países, mas que era importante que houvesse um certo equilíbrio”, contou o secretário.

Mantega ressaltou ainda que as exportações brasileiras estão concentradas em produtos primários (commodities) enquanto importa produtos industrializados dos países asiáticos. O ministro coreano, por sua vez, questionou o titular da Fazenda quanto à elevação do  Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis importados.

Conforme o secretário, Guido Mantega indicou que a medida pode representar um convite às empresas coreanas a se instalarem no Brasil. Enfatizou que o aumento do imposto tem caráter temporário e não será estendido para outros segmentos.

Bahk questionou ainda se, em função do aumento do IPI, os carros mexicanos estariam tendo tratamento diferenciado em detrimento dos coreanos. Mantega reforçou que a medida não é contra um país ou outro, mas voltada para as montadoras, independentemente da sua nacionalidade.


Fonte:
Ministério da Fazenda

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