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Economia e Emprego

Economia brasileira deve crescer até 3,8% este ano

por Portal Brasil publicado: 23/11/2011 11h57 última modificação: 28/07/2014 16h15

O Ministério da Fazenda declarou, nesta terça-feira (22), durante a 2ª avaliação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que a economia brasileira deverá crescer entre 3,2% a 3,8% ainda este ano. 

Segundo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, os números indicam que no terceiro trimestre houve uma desaceleração do crescimento. Entretanto, estima-se uma recuperação nos próximos três meses. “Os números só vão ser conhecidos oficialmente na primeira semana de dezembro, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) irá divulgar o resultado. Nessa ocasião, vamos reavaliar nossa projeção”, afirmou o secretário-executivo.

Durante evento do PAC, Nelson Barbosa apresentou o panorama macroeconômico brasileiro 2011/2012. Nesse ano, o cenário internacional e as medidas adotadas pelo governo promoveram uma moderação no crescimento da economia. “Isso foi uma estratégia do governo para melhorar as contas públicas e ajudar o combate da inflação. Nesse momento, as projeções de crescimento estão entre a faixa de 3,2% (expectativa do mercado) e 3,8% (projeção da Fazenda apresentada no ultimo Decreto de Programação Orçamentária)”, ressaltou.

Com relação à inflação, Barbosa ressaltou que, mesmo com a elevação desse ano, o governo espera que o índice feche abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 6,5%. “A aceleração da inflação foi preponderantemente causada por choques externos e internos”, explicou.

Em 2011, ainda houve uma melhora na situação fiscal, com elevação do resultado primário e estabilidade do déficit em conta corrente em termos de porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB). 


Projeções para 2012

Para o ano que vem, o Ministério da Fazenda trabalha com o quadro de desaceleração do crescimento nos Estados Unidos e de recessão na Europa, mas sem a geração de uma crise financeira nos moldes de 2008.

Para o Brasil, as projeções da Fazenda são de aceleração do crescimento na faixa de 4% a 5%; inflação em menos de 5% ao ano; cumprimento da meta de resultado primário de 3,1% do PIB; e pequena elevação do déficit em conta corrente para cerca de 2,5% do PIB.

O governo projeta crescimento de até 5% em 2012. Segundo Nelson Barbosa, as medidas adotadas esse ano pelo governo devem fazer a economia crescer. Dentre essas medidas estão aumento do salário mínimo; desoneração do Supersimples e do Microempreendedor Individual (MEI); desonerações do Plano Brasil Maior; e impacto defasado da redução na Taxa Selic.

“Todas essas medidas já estão aprovadas e previstas para acontecerem ano que vem. Isso por si só já garante uma aceleração do crescimento da economia para pelo menos 4% e vamos trabalhar para chegarmos a 5%. Dentro desse esforço, o PAC é uma das medidas fundamentais”, analisou Barbosa.

A previsão é que ano que vem, a política fiscal do governo será neutra e, com isso, não irá nem estimular nem puxar para baixo o crescimento. “Vamos manter a meta de resultado primário e a retomada sustentável na expansão do crédito livre de forma sustentável”, comentou. 

Desde 2003, o Brasil mantém uma taxa de crescimento médio de 4%, o que possibilitou transformações estruturais, melhora na distribuição de renda e um aumento do investimento. 


Inflação

Para 2012, de acordo com o último boletim do Banco Central, o governo projeta inflação em 4,7% e acredita em estabilidade ou queda nos preços das commodities. “O segundo semestre de 2010 e o primeiro de 2011, foi marcada por uma forte elevação nos preços das commodities. Desde então, a tendência tem sido de estabilização ou redução dos preços”, explicou o secretário-executivo. 

Ainda, a expectativa é de que haja estabilização no preço do etanol, que sofreu forte elevação ao longo de 2011. “O governo tem tomado várias medidas para reduzir a pressão inflacionária sobre o etanol e estimular os investimentos para incentivar a produção. Sabemos que essas medidas levam tempo, mas esperamos que pelo menos não ocorra o choque de 2011”, analisou Barbosa.


Fonte:
Ministério da Fazenda

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