Economia e Emprego
Especialistas ressaltam importância de fortalecer indústria e fomentar pesquisas no setor de Defesa
Autoridades institucionais e especialistas em defesa nacional concordam que é preciso fortalecer a indústria e investir em pesquisas para que o setor ganhe a dimensão que o Brasil necessita. Representantes do setor participaram nessa quarta-feira (16) da abertura do XI Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (XI ENEE), que acontece na Escola Naval, ao longo desta semana.
Na abertura o evento, o ministro de Assuntos Estratégicos, Wellington Moreira Franco, afirmou que houve melhorias nos últimos anos, quando os investimentos na área passaram de R$ 660 milhões para R$ 2,5 bilhões. No entanto, afirmou ele, “já existem condições para se ampliar os investimentos na indústria de defesa”.
Indústria estruturada
Para levar o País à posição de 5ª maior potência econômica, outro critério também será necessário: “Obviamente, necessitaremos de Forças Armadas fortes, o que só é possível com uma indústria de defesa estruturada”, explicou Moreira Franco. “A Medida Provisória 422, que cria incentivos para esse segmento, foi um primeiro passo nesse sentido”. O diretor do Departamento de Produtos de Defesa do MD, general-de-divisão Aderico Mattioli, concordou com a proposta. “Uma política apoiada pelo BNDES permitirá um levantamento completo das empresas que trabalham na área de Defesa. Hoje, há indústrias que não sabem que pertencem ao setor. A Associação Brasileira de Indústrias de Defesa e Segurança (Abimde) tem 137 associados. Com a regulamentação da medida provisória, acredito que esse total saltará para umas 600”, afirmou.
A 11ª edição do Encontro Nacional de Estudos Estratégicos acontece até esta sexta-feira (18), no Rio de Janeiro. Mais informações sobre o evento estão disponíveis no site da secretaria.
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