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Economia e Emprego

País desenvolvido precisa de classe média sólida, segundo ministro da SAE

por Portal Brasil publicado: 24/11/2011 19h27 última modificação: 28/07/2014 16h15

O governo federal deve adotar medidas econômicas para fortalecer a nova classe média, defendeu o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, no programa de rádio Bom Dia, Ministro, transmitido nesta quinta-feira (24). São 97 milhões de brasileiros nesta faixa de renda, o que corresponde a 52% da população do País. Entre 1999 e 2009, 31 milhões de pessoas deixaram a pobreza.

Segundo o ministro, a classe média é responsável por colocar no mercado brasileiro R$ 1,1 trilhão. Por isso, o governo deverá reforçar as políticas sociais com medidas de caráter econômico para consolidar a nova classe média.

“Nós precisamos que ela não só se consolide, se torne permanente, como, também, continue com a mobilidade que teve nos últimos anos, para que nós possamos garantir o Brasil como a quinta economia do mundo. Qualquer país desenvolvido precisa de uma classe média sólida. Nós não podemos mais enfrentar as questões da nova classe média com políticas sociais, exclusivamente. Hoje, pelo protagonismo, pela liderança, pela importância que tem na economia brasileira, a nova classe média, com seus problemas e dificuldades, tem que ser tratada com medidas de política econômica”, explicou o ministro.

Moreira Franco explicou ainda que não há um “ambiente de superendividamento” da nova classe média. Segundo ele, o cálculo de que serão pagos R$ 100 bilhões em juros este ano por essa faixa de renda indica a ampliação do acesso ao crédito no País.

“A base aumentou. O número de brasileiros que teve acesso ao crédito tem aumentado e isso faz com que o percentual de endividamento aumente. Não é porque as mesmas pessoas estão tomando empréstimos e aumentando o seu endividamento, mas porque mais pessoas estão se endividando”, esclareceu o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos.


Primeira infância

Moreira Franco falou ainda sobre as políticas públicas para a primeira infância, destinadas às crianças de 0 a 3 anos e 11 meses. Hoje, são mais de 11 milhões de brasileiros nesta faixa etária. Segundo ele, neste período, a criança está com toda a sua capacidade de absorção de influências e de conhecimento, e em pleno desenvolvimento.

Por isso, o governo vai unir todas as políticas voltadas para a primeira infância para que a mãe tenha uma única “porta de entrada”. O objetivo é oferecer oportunidades a todas as crianças na primeira infância. Aos quatro anos, segundo o ministro, a criança já está com o seu “limite definido”, com a base das capacidades cognitiva, motora e de sociabilidade.

“As crianças que têm recursos, filhos de pais com recursos, têm um mundo com muito mais oportunidades do que as que não tiveram. Então, o que nós queremos dar é igualdade de oportunidades às nossas crianças. São 11 milhões de brasileiros que poderão vir a ter um ambiente completamente diferente do ambiente que se tem hoje. E isso faz com que nós tenhamos a obrigação de ter definido um sistema de acompanhamento para dar assistência e atendimento à criança, à mãe e à família.”

Ouça aqui o programa de rádio Bom dia, Ministro.

 

Fonte:
Blog do Planalto

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