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Governo quer ampliar vendas da agricultura familiar para supermercados em 2012

por Portal Brasil publicado: 27/12/2011 16h28 última modificação: 28/07/2014 16h18

Ampliar a comercialização de produtos adquiridos em mãos de cooperativas de agricultores familiares por redes de supermercados é um dos objetivos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em 2012. O ministério lançará nova chamada pública para qualificar empreendimentos de pessoas jurídicas interessadas em participar da iniciativa, revela o diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do MDA, Arnoldo Campos.

Aproximar agricultores familiares da rede varejista é uma das ações do Plano Brasil Sem Miséria, que já promoveu assinaturas de pacto entre os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em todas a cinco regiões do País. O acordo visa a promover a capacitação, contratação de mão de obra e aquisição de produtos da agricultura familiar pelas lojas filiadas à Abras e contribuir no combate à pobreza extrema.

“Os produtos da agricultura familiar estão chamando a atenção da grande rede varejista”, garante Arnoldo Campos. Os produtos de cooperativas que hoje já são comercializados graças aos acordos vão desde itens básicos de alimentação, como feijão, milho e mandioca, até os diferenciados e de maior valor agregado, como os da sociobiodiversidade, orgânicos e agroindustrializados.

Para o início de 2012, afirma Campos, o MDA vai lançar a primeira chamada pública para inserir mais empreendimentos de pessoas jurídicas interessados em participar da proposta. “A ideia é que seja aberto um processo de seleção de empreendimentos que têm interesse em receber qualificação e apoio do governo para vender para a rede varejista”, explica.

Hoje, além das redes de supermercados de atuação regional como Yamada e Marborges, no Pará, outras de alcance nacional como Wallmart e Grupo Pão de Açúcar já comercializam os produtos da agricultura familiar.

Mate verde

Um exemplo de empreendimento da agricultura familiar que comercializa seus produtos com as redes é a Cooperativa de Produtos Agroecológicos, Artesanais e Florestais (Coopaflora), de Turvo, Paraná, fundada em janeiro de 2006. Há três meses, seus chás e plantas medicinais estão sendo revendidos nos supermercados da região. Estão disponíveis tanto em caixas quanto em pacotes que contêm 28 sachês.

Henrique Vinícius Eurich, agente de mercado da Coopaflora, informa que para 2012 é esperado um aumento de 25% a 30% na produção e, ainda em janeiro, o lançamento de um novo produto, que é o mate verde. “No início produzíamos três mil toneladas de chá, este ano estamos fechando em 75 mil toneladas”, afirmou.

O resultado das novas vendas, além de um desafio para os trabalhadores da cooperativa, é também um aumento significativo na renda no final do ano. “Como é uma cooperativa de pequenos produtores a gente consegue repassar para eles, nessa época do ano, uma boa quantia” observa Henrique.

Moda sustentável

Para a Cooperativa Central Única das Artesãs (Cooperúnica), que reúne 18 cooperativas em 12 estados e tem 90% de mulheres entre seus integrantes, a comercialização para as redes de supermercados é mais uma oportunidade de segmentação de mercado.

Como cooperativa dedicada à moda sustentável, a Cooperúnica participa do Programa Talentos do Brasil, coordenado pelo MDA, e está lançando uma coleção de sandálias feitas exclusivamente para a Copa do Mundo de 2014. Produzidas com 30% de borracha da floresta amazônica e criadas para a campanha de valorização da marca “Eu amo o Brasil”, as sandálias já estão sendo vendidas para as redes de supermercados.
Patrícia Mendes, coordenadora do programa Talentos do Brasil e interlocutora da Cooperúnica com os projetos do MDA, afirma que trabalhar um volume maior de renda, um tipo de produto diferenciado, utilitário e decorativo, serão alguns dos benefícios acarretados pela adesão ao acordo, “além da valorização do produto da agricultura familiar e uma maior profissionalização desses serviços” completa.

Produtos como porta-guardanapos feitos de escama de peixe com a planta taboa e cestas de babaçu para mesa, também estão sendo negociados entre a Cooperúnica e a rede varejista.

 

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Agrário

 

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