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Economia e Emprego

Ritmo da produção industrial recua 0,6% em outubro

por Portal Brasil publicado: 02/12/2011 16h08 última modificação: 28/07/2014 16h17

A atividade industrial do País se manteve em queda no último mês de outubro, ao registrar um recuo de 0,6% no total de produção em comparação ao mês anterior (setembro). Esse foi o terceiro resultado negativo nesse tipo de comparação. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

No índice acumulado em 2011, a média da indústria foi de 0,7%, com alta em 15 dos 27 setores pesquisados. O ramo de veículos automotores, com expansão de 3,2%, se manteve como o de maior influência positiva, impulsionado pelo avanço na produção de aproximadamente 70% dos produtos investigados no setor, especialmente a maior fabricação de caminhões, veículos para transporte de mercadorias, caminhão-trator para reboques e chassis com motor para caminhões e ônibus. 

A redução no ritmo da atividade em outubro teve perfil generalizado de taxas negativas, atingindo 20 dos 27 ramos pesquisados, com destaque para a queda de 5,0% no setor de alimentos, que eliminou o crescimento de 3,1% verificado no mês anterior.

Outras influências negativas vieram dos setores de edição e impressão (-6,7%), máquinas e equipamentos (-3,1%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-5,0%), fumo (-12,0%) e metalurgia básica (-1,0%), atividades que também apontaram taxas negativas no mês anterior (-5,6%, -5,8%, -11,7%, -23,9% e –0,1%, respectivamente).

Por outro lado, os principais impactos positivos foram em veículos automotores (1,3%), que voltaram a registrar aumento na produção após recuar 12,6% em setembro, refino de petróleo e produção de álcool (1,5%), celulose e papel (2,3%) e farmacêutica (1,6%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de capital (-1,8%) e bens de consumo semi e não duráveis (-1,3%) apontaram as reduções mais acentuadas, com o primeiro diminuindo a intensidade de queda após recuo de 6,4% em setembro, e o segundo acumulando perda de 3,7% nos três últimos meses. O segmento de bens intermediários (-0,5%) também teve queda e manteve o comportamento negativo observado desde junho. O setor produtor de bens de consumo duráveis foi o único que registrou expansão nesse mês (2,4%), após acumular perda de 12,7% entre julho e setembro.


Recuo de 2,2% frente a outubro de 2010

Na comparação com outubro de 2010, a produção industrial caiu 2,2% no mês atual, segunda taxa negativa consecutiva e a menor marca desde outubro/09 (-3,1%). Este resultado teve perfil disseminado de queda, já que todas as categorias de uso e 17 das 27 atividades investigadas sustentaram taxas negativas. 

Entre os setores, os impactos negativos de maior importância na formação do índice global vieram de veículos automotores (-6,1%), máquinas e equipamentos (-5,4%), têxtil (-16,0%), edição e impressão (-7,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,2%), outros produtos químicos (-2,3%) e farmacêutica (-4,1%). Nessas atividades sobressaíram, respectivamente, a menor fabricação de automóveis; aparelhos de ar-condicionado para uso central, aparelhos carregadoras-transportadoras e empilhadeiras propulsoras; tecidos e fios de algodão; livros e jornais; motores elétricos e transformadores; tintas e vernizes e adubos e fertilizantes; e medicamentos.

Entre os dez ramos com crescimento, refino de petróleo e produção de álcool (5,4%) e bebidas (5,0%) exerceram as principais contribuições sobre a média da indústria, influenciados em grande parte pelos avanços na fabricação dos itens óleo diesel e gasolina automotiva, no primeiro setor, e de preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas, no segundo.

Entre as categorias de uso, o setor produtor de bens de consumo duráveis (-10,1%) mostrou o recuo mais intenso em outubro de 2011 em relação ao mesmo mês do ano passado, pressionado pela menor fabricação de automóveis (-18,7%), ainda influenciada pelas férias coletivas que atingiram o setor nos dois últimos meses, e de telefones celulares (-18,9%). Nessa categoria de uso, os principais resultados positivos vieram da maior fabricação de eletrodomésticos (2,5%), especialmente os da “linha marrom” (15,5%), uma vez que os da “linha branca” (-1,4%) tiveram queda na produção, de motocicletas (13,5%) e de artigos do mobiliário (0,7%).

O segmento de bens de consumo semi e não duráveis (-3,0%) também apontou recuo acima da média global (-2,2%) e foi negativamente influenciado pelos grupamentos de outros não duráveis (-4,9%) e de semiduráveis (-10,9%), pressionados principalmente pela redução na produção de livros e medicamentos, no primeiro grupo, e de calçados de material sintético, toalhas de banho de algodão e de calçados e tênis de couro, no segundo. 

Já os subsetores de carburantes (-0,3%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (0,0%) praticamente repetiram o patamar de outubro de 2010.

Ainda na comparação com igual mês do ano anterior, os segmentos produtores de bens de capital (-0,2%) e de bens intermediários (-0,3%) assinalaram ligeira variação negativa. No primeiro, houve predominância de resultados negativos, com destaque para bens de capital para energia elétrica (-9,1%), para uso misto (-3,1%), para construção (-10,9%) e agrícolas (-3,1%). O subsetor de bens de capital para equipamentos de transporte (7,1%) exerceu influência positiva no total da categoria de uso.

A variação negativa de 0,3% observada no segmento de bens intermediários frente a outubro de 2010 foi influenciada negativamente pela menor fabricação dos produtos associados às atividades de produtos têxteis (-16,0%), de metalurgia básica (-2,0%), de veículos automotores (-4,6%), de borracha e plástico (-4,3%), de outros produtos químicos (-2,0%) e de alimentos (-2,8%), e positivamente pelos setores de refino de petróleo e produção de álcool (8,6%), indústrias extrativas (1,9%), celulose e papel (2,2%) e minerais não metálicos (1,9%). Nessa categoria de uso, vale citar também os resultados positivos vindos dos grupamentos de insumos para construção civil (4,9%), que assinalou a sexta taxa positiva consecutiva, e de embalagens (0,6%).


Fonte:
IBGE

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