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Economia e Emprego

Indústria brasileira avança 0,3% em 2011

por Portal Brasil publicado: 31/01/2012 13h48 última modificação: 28/07/2014 17h04

A produção industrial brasileira encerrou 2011 com ligeiro acréscimo de 0,3%, comparada com a do ano anterior. Entretanto, a taxa é bem inferior à registrada em 2010, quando o crescimento foi de 10,5%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro de 2011, o índice da produção industrial cresceu 0,9% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após ter registrado ligeira variação positiva de 0,2% em novembro. Na comparação com dezembro de 2010, houve uma queda de 1,2%

Ao longo do ano passado, o setor industrial apresentou clara perda de ritmo a partir de abril. A análise sobre o comportamento do setor em 2011 mostra, segundo o índice trimestre contra trimestre anterior, série com ajuste sazonal, duas fases distintas.

Na primeira, que compreende os três primeiros meses do ano, há uma elevação generalizada do nível de produção, com o total da indústria crescendo 1,1% e todas as categorias de uso apontando ganhos nesse período, com destaque para bens de capital (4%) e bens de consumo duráveis (3,8%), seguidos por bens de consumo semi e não duráveis (1,3%) e bens intermediários (0,6%).

Na fase seguinte, se observa uma queda (-0,7%) a partir do segundo trimestre de 2011, um quadro de redução na produção global, com o setor industrial acentuando o ritmo de queda nos trimestres seguintes: julho-setembro (-0,8%) e outubro-dezembro (-1,4%). Nesses três trimestres de recuo na produção, a perda acumulada da indústria foi de 2,8% e esse movimento foi acompanhado por todas as categorias de uso, com bens de consumo duráveis (-11,6%) e bens de capital (-4,2%) apontando as perdas mais intensas nesse período, seguidos por bens de consumo semi e não duráveis (-2,4%) e bens intermediários (-1,1%).

Ainda na série ajustada sazonalmente, os sinais de diminuição de ritmo ao longo de 2011 também ficaram evidenciados na observação do índice de média móvel trimestral, em que desde abril verifica-se uma trajetória descendente para a indústria geral, com ligeira reversão em dezembro, em função do avanço de 0,9% que o setor mostrou no último mês do ano. Vale destacar que mesmo com o resultado positivo de dezembro, o total da indústria ficou 3,5% abaixo do nível recorde alcançado em março de 2011.

Recuperação

O avanço de 0,9% da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro foi um reflexo de recuperação, alcançando 16 dos 27 ramos pesquisados e todas as categorias de uso. Entre os setores, a principal influência positiva veio de veículos automotores (5,2%), que após recuar 13,0% em setembro de 2011, por conta da concessão de férias coletivas em várias empresas do setor, assinalou o terceiro resultado positivo seguido, acumulando expansão de 11,3% nesse período. 

Vale citar também os impactos positivos registrados por alimentos (3,9%), que apontou o segundo mês seguido de crescimento, praticamente recuperando o patamar perdido com a queda de 4,3% observada em outubro; equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (16,8%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,4%); máquinas e equipamentos (2,1%); outros equipamentos de transporte (2,4%); e celulose e papel (1,3%).

Por outro lado, entre as 11 atividades que reduziram a produção, os desempenhos de maior importância para a média global foram observados em edição e impressão (-4%),vestuário e acessórios (-9,4%), que praticamente eliminou a expansão de 9,5% verificada no mês anterior, têxtil (-4,6%), produtos de metal (-2%) e borracha e plástico (-1,8%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis (7%) e bens de capital (3,7%) apontaram os avanços mais acentuados em dezembro de 2011. Enquanto o primeiro, após recuar 8,7% em setembro de 2011, por conta especialmente da menor produção da indústria automobilística, assinalou crescimento de 2,4% outubro e queda de 0,7% em novembro, o segundo, ao acumular 5,7% de expansão em dois meses seguidos de taxas positivas, recuperou parte da perda de 8,5% observada no período outubro/agosto de 2011.

Os segmentos de bens de consumo semi e não duráveis (0,5%) e de bens intermediários (0,2%) também mostraram taxas positivas em dezembro de 2011, mas que ficaram abaixo da média da indústria (0,9%). Vale destacar que esses setores apontaram o segundo resultado positivo consecutivo e acumularam, respectivamente, ganhos de 2,8% e de 0,7% nesse período.

Setores que mais cresceram

Embora o crescimento seja bem inferior ao registrado em 2010, o aumento de 0,3% da produção da indústria brasileira em 2011, no total, foi influenciado pela alta em 15 das 27 atividades industriais. De acordo com o IBGE, as maiores contribuições vieram dos veículos automotores, que cresceram 2,4%, e outros equipamentos de transporte, que subiram 8%.

As indústrias extrativas (com alta de 2,1%), de minerais não metálicos (3,2%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares (11,4%), produtos de metal (2,6%) e fumo (13,4%) também tiveram forte influência para o resultado global da indústria em 2011.

Por outro lado, os recuos na produção têxtil (-14,9%), de outros produtos químicos (-2,1%), calçados e artigos de couro (-10,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,7%) impediram uma taxa de crescimento maior.

 

Fonte:
IBGE

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