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Economia e Emprego

Setores de serviços e comércio puxam a geração de empregos em 2011

por Portal Brasil publicado: 24/01/2012 16h39 última modificação: 28/07/2014 17h03

Os setores de serviços e comércio foram os líderes na geração de empregos em 2011, criando, respectivamente, 925.537 e 452.077, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (24). O resultado do setor de serviços foi o segundo maior saldo para o período. Durante o último ano foram gerados 1.944.560 postos de trabalho.

O comportamento favorável do setor serviços decorreu da expansão generalizada de todos os seus ramos, com três deles registrando saldos recordes e dois o segundo melhor desempenho. Os desempenhos recordes foram registrados pelos subsetores serviços de transportes e comunicações (139.583 postos), serviços médicos e odontológicos (89.905 postos) e ensino (62.825 postos). Serviços de alojamento e alimentação (275.264 postos) e serviços de comércio e administração de imóveis (326.687 postos) tiveram o segundo maior saldo para o período e, este último, a maior taxa de crescimento dentre os ramos do setor. O subsetor de Instituições financeiras, com a criação de 31.273 postos, teve o terceiro maior saldo para o período.

O comércio varejista, com a geração de 366.289 empregos formais, foi o impulsionador do setor. O comércio atacadista também teve aumento do emprego, com a criação de 85.788 postos de trabalho, o segundo melhor resultado para o período.

A indústria de transformação, com a criação de 215.472 empregos celetistas, apresentou crescimento do emprego em dez dos doze segmentos que a integram. Os ramos industriais que se sobressaíram, em termos absolutos, foram a indústria de produtos alimentícios (67.164 postos), indústria mecânica (30.903 postos), indústria química (26.688 postos), indústria metalúrgica (26.304 postos), indústria de produtos minerais não metálicos (25.607 postos), que registrou o segundo melhor resultado para o período.

Os dois ramos que registraram queda no emprego, em razão, principalmente, dos reflexos negativos da crise internacional, foram a indústria têxtil e vestuário, que fechou 12.422 postos, e indústria de calçados, com fechamento de 9.680 postos.

A construção civil, responsável pela criação de 222.897 empregos com carteira assinada, registrou o maior crescimento relativo entre os setores, com elevação de 8,78% em relação ao estoque de trabalhadores de dezembro de 2010. A extrativa mineral teve saldo recorde no período, com a abertura de 17.066 postos de trabalho, e a agricultura o melhor resultado desde 2005 com a criação de 82.506 postos formais. A administração pública gerou 17.066 postos e os Serviços Industriais de Utilidade Pública 9.495.

 

Dezembro

Em dezembro de 2011, somente três subsetores elevaram o nível de emprego: serviços médicos e odontológicos (1.370 postos), saldo recorde para o mês; extrativa mineral (64 postos), o segundo melhor resultado para o mês; e instituições financeiras (1.855 postos). A indústria da transformação registrou a maior queda no período, com o fechamento de 146.004 empregos formais. No entanto, essa foi a menor queda registrada no setor para este mês desde dezembro de 2007. A Agricultura, que fechou 74.082 postos, registrou a menor queda para o mês desde dezembro de 2003.

Também fecharam o mês negativo os setores de serviços (-84.096), construção Civil (-77.479), administração pública (-17.481), comércio (-7.785) e serviços industriais de utilidade pública (-1.309). O único setor que abriu vagas foi a extrativa mineral, com a criação de 64 postos em dezembro.

 

Fonte:
Ministério de Trabalho e Emprego

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