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Economia e Emprego

Emprego na indústria cresce 1,0% em 2011

por Portal Brasil publicado: 10/02/2012 16h26 última modificação: 28/07/2014 16h52

O emprego industrial encerrou 2011 com crescimento de 1,0%, ritmo abaixo do verificado em 2010 (3,4%). Em dezembro frente a novembro, na série com ajuste sazonal, o total de pessoal ocupado na indústria variou 0,2%, após registrar taxas negativas em setembro (-0,4%), outubro (-0,5%) e novembro (-0,1%).

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram divulgados nesta sexta-feira (10). A publicação completa pode ser acessada no site do IBGE.

Em dezembro de 2011, o emprego industrial mostrou queda de 0,4% frente a igual mês do ano anterior, com o contingente de trabalhadores recuando em sete dos 14 locais pesquisados. O principal impacto negativo sobre a média global foi observado em São Paulo (-3,3%), pressionado pelas taxas negativas em 15 dos 18 setores investigados.

Por outro lado, Paraná (4,9%), Minas Gerais (2,2%), região Norte e Centro-Oeste (2,3%) e Rio Grande do Sul (1,8%) apontaram as principais contribuições positivas sobre o total do pessoal ocupado. Na indústria paranaense, as maiores influências positivas vieram dos setores de alimentos e bebidas (13,3%) e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (41,6%), enquanto na indústria mineira sobressaíram os ramos de alimentos e bebidas (5,8%), metalurgia básica (6,9%) e de meios de transporte (4,5%).

No índice para o fechamento de 2011, o nível do pessoal ocupado na indústria cresceu em relação a igual período do ano anterior, apoiado em grande parte no crescimento de dez dos 14 locais e em dez dos 18 setores investigados. Entre os locais, Paraná (5,4%), Minas Gerais (2,9%), região Norte e Centro–Oeste (3,1%), Rio Grande do Sul (2,4%) e região Nordeste (1,3%) apontaram as maiores influências positivas sobre o total da indústria, enquanto São Paulo (-1,3%) exerceu a pressão negativa mais relevante.

Setorialmente, no total nacional, as contribuições positivas mais significativas vieram de alimentos e bebidas (2,9%), meios de transporte (6,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,1%), máquinas e equipamentos (3,7%) e outros produtos da indústria de transformação (4,1%).

 

Número de horas pagas

Em dezembro de 2011, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, registrou variação positiva de 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, após apontar recuos de 0,8% em setembro, 0,9% em outubro e de 0,2% em novembro.

Em dezembro de 2011, o número de horas pagas recuou 1,5% frente a igual mês do ano anterior, com taxas negativas em seis dos 14 locais pesquisados. A principal influência negativa sobre o total do País foi observada em São Paulo (-5,1%), pressionada pelos recuos em 17 dos 18 setores investigados, com destaque para a redução no número de horas pagas nos setores de produtos de metal (-10,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,7%), metalurgia básica (-15,7%), alimentos e bebidas (-3,8%), borracha e plástico (-6,4%), calçados e couro (-19,4%) e produtos químicos (-6,7%).

O índice acumulado em 2011 mostrou expansão de 0,5%, com taxas positivas em dez dos 14  locais e em nove dos 18 ramos investigados. No corte setorial, as principais contribuições positivas no total do número de horas pagas vieram de meios de transporte (6,2%), alimentos e bebidas (2,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (5,9%) e máquinas e equipamentos (3,7%), enquanto papel e gráfica (-8,1%), calçados e couro (-6,0%), vestuário (-3,5%) e madeira (-9,5%) assinalaram os maiores impactos negativos sobre a média da indústria.

 

Folha de pagamento real

Em dezembro de 2011, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente recuou 2,1% frente ao mês imediatamente anterior, após avançar 0,7% em novembro. 

No índice mensal, o valor da folha de pagamento real cresceu 3,1% em dezembro de 2011, com resultados positivos em 11 dos 14 locais pesquisados. As maiores contribuições positivas sobre o total nacional foram verificadas no Rio de Janeiro (16,0%) e em Minas Gerais (11,1%), apoiados em grande parte no aumento do valor da folha de pagamento real nos setores de meios de transporte (39,1%) e nas indústrias extrativas (16,1%), explicados pelo pagamento do décimo terceiro salário, no primeiro local, e de meios de transporte (20,6%), indústrias extrativas (29,2%) e metalurgia básica (15,6%), no segundo.

No índice acumulado de 2011, o valor da folha de pagamento real apontou expansão de 4,2%, com perfil generalizado de crescimento, já que os 14 locais investigados registraram taxas positivas. As principais influências sobre a média global ficaram com Minas Gerais (10,7%) e São Paulo (1,7%), impulsionados principalmente pelos resultados positivos de meios de transporte (17,3%), indústrias extrativas (21,2%) e metalurgia básica (13,4%), no primeiro local, e de meios de transporte (7,5%), máquinas e equipamentos (6,8%) e alimentos e bebidas (3,5%), no segundo.

 

Fonte:
IBGE

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