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Economia e Emprego

Assistência Técnica e Extensão Rural para índios é tema de encontro nacional

por Portal Brasil publicado: 13/03/2012 19h05 última modificação: 28/07/2014 17h01

Começou na manhã desta terça-feira (13), em Brasília, o 1º Seminário de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) Indígena. O evento segue até quinta-feira (15) e é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Lideranças de comunidades nativas, representantes de entidades associativas e do governo federal participam do encontro.

Dentre os objetivos do evento está a análise dos serviços de assistência para os índios, as formas de aplicação e as diretrizes que serão adotadas nos próximos anos. A ideia é contribuir para a Lei Nacional de Ater, reforçando as especificidades culturais. Durante a abertura, os índios presentes fizeram um ritual para atrair boas energias.

“Sabemos dos desafios de articular temas com essa relevância e diversidade. O Brasil deve muito aos povos indígenas. Por isso, é preciso debater sobre suas necessidades. Vale lembrar que a presidenta Dilma Rousseff sempre reconheceu a prioridade do assunto”, explicou o secretário de Desenvolvimento Territorial do MDA, Jerônimo Rodrigues. Ele ressaltou a importância do seminário. “Este é um espaço de troca de experiências que pela primeira vez reúne etnias de todas as regiões do Brasil”.

O encontro também visa ampliar a participação das comunidades indígenas no processo de construção do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural da Agricultura Familiar (Pronater). Outro objetivo do ministério é fortalecer a Rede Temática de Ater junto aos índios. O resumo das discussões será apresentando por meio do documento base da I Conferência Nacional de Ater na Agricultura Familiar (1ª Cnater), que ocorrerá em abril, também em Brasília.

Para o representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Ari Pankará, o evento vem sendo idealizada desde 2007. “É muito importante que as ideias sejam analisadas da base para a cima. Ou seja, é uma oportunidade de dialogar da melhor forma com o governo, mostrando o que é realmente necessário para nós. Creio que seja a união do conhecimento tradicional com o acadêmico, para que possamos ter uma Ater cada vez mais específica e fortalecida para os povos indígenas”, argumentou.

Iran Chukuru, da etnia Chukuru, veio de Pernambuco com o membros da sua comunidade para acompanhar o seminário. Atualmente, a aldeia em que vivem produz mandioca, hortaliças e algumas frutas, garantindo a segurança alimentar da comunidade. “Queremos que a Ater seja um processo contínuo, auxiliando na produtividade e ao mesmo tempo mantendo nossas tradições. Esta é nossa oportunidade de conversar com o governo e mostrar os benefícios dos serviços de assistência técnica específico para os povos indígenas,”, contou.

O 1º Seminário Nacional de Ater Indígena tem parceria do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), da Coordenação Geral de Promoção ao Etnodesenvolvimento (CGetno/Funai) e da Apib. A programação inclui trabalhos em grupo, balanços e perspectivas da Política nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater) e avaliação de projetos e propostas.

Ater

Os serviços de Ater são destinados a quilombolas, assentados da reforma agrária, ribeirinhos e agricultores familiares em geral. As equipes de trabalho que atuam no campo são compostas por profissionais de diversas áreas, como engenharia agrônoma e sociologia. Para os indígenas, o MDA vem beneficiando as comunidades desde 2004. 

“A gama de responsabilidades da Ater é ampla, priorizando os processos sustentáveis. Por isso, trazemos a assistência técnica junto com a extensão rural. Os técnicos que lidam com os índios precisam saber quais as peculiaridades de cada local e o seminário nos ajudará a compreender melhor como lidar com elas,  potencializando os serviços”, conluiu a analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário do MDA, Silvia Ferrari.

 

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Agrário

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