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Economia e Emprego

Fazenda garante que bancos privados têm condições de reduzir juros cobrados no Brasil

por Portal Brasil publicado: 12/04/2012 20h36 última modificação: 28/07/2014 16h46

O Ministério da Fazenda sinalizou que pretende manter a política de estímulo para que as intuições financeiras privadas reduzam o spread bancário (diferença entre a taxa de juros que o banco paga para captar dinheiro e o que ele cobra de juros dos clientes). Nesta quinta-feira (12), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que os bancos privados podem reduzir as taxas de juros e aumentar o crédito à população.

Entenda como são cobrados os juros pelos bancos

“Os bancos privados não estão liberando crédito e estão cobrando spreads muito elevados”, declarou a jornalistas ao chegar à sede do ministério. Para ele, o spread praticado hoje no Brasil não se justifica. As instituições privadas estão captando à taxa máxima de 9,75% e emprestando com até 80% de juros. “Existem condições para que os bancos brasileiros deixem de ser os campeões de spread no mundo, enfatizou”.

Ouça aqui a entrevista do ministro

O ministro sinalizou também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal vão repetir as medidas anticrise que adotaram em 2009 e aumentar as margens de lucro. O BB (na semana passada) e pela Caixa Econômica Federal (na segunda-feira, 9) reduziram em até um terço as taxas de juros cobradas dos clientes nas operações de crédito. “Eles [bancos públicos] têm níveis de inadimplência até menores que os bancos privados e farão aquilo que fizeram em 2009: aumentar o crédito, baixar as taxas de juros, e aumentar as margens de lucro”, concluiu.

Solidez fiscal e baixa inflação

Ao fazer uma reflexão sobre a solidez da economia no País, Mantega destacou a “ótima” situação fiscal, a baixa inflação (em torno de 4,5%) e a vontade de consumir dos brasileiros, que contam com melhores salários. Diante da retenção de crédito por parte dos bancos privados, ele foi taxativo ao dizer que não deixará a economia sem crédito. “Não vou deixar a economia frustrar as taxas de crescimento por falta de crédito”, declarou.

Mantega reforçou ainda que a segurança jurídica do Brasil avançou com a Lei de Liquidações Judiciais; a Lei de Falências, que garante a devolução do recurso; a alienação fiduciária, que garante a retomada dos bens e a aprovação do Cadastro Positivo. Esta última, de acordo com o ministro, era uma das condições apresentadas pelos bancos privados para liberar crédito com juros reduzidos.

O titular da Fazenda criticou a postura do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, que esteve no ministério na última terça-feira (10), para tratar da redução do spread. “Em vez de trazer soluções anunciando o aumento de crédito, ele veio aqui para fazer cobrança de novas medidas do governo de desoneração”, disse Mantega.

O ministro ressaltou que, no ano passado, os bancos brasileiros estiveram entre os mais lucrativos do mundo e, por isso, têm margem para reduzir taxas e aumentar volume de crédito. “Acho isso bom, quero que os bancos tenham lucros, só que a partir de atividade econômica de empréstimo e sem afligir o consumidor”, destacou. Na terça-feira, em entrevista à imprensa, Portugal admitiu que o spread cobrado pelos bancos brasileiros está acima do nível do de outros países do mundo. Segundo ele, o principal motivo é o custo da inadimplência, que poderia ser evitado com medidas como o Cadastro Positivo e reservas de planos de previdência, entre outras providências.

Contrapartidas

Questionado se o governo não vai aceitar nenhuma das mais de 20 propostas apresentadas pela Febraban como contrapartida para a redução dos juros, Guido Mantega disse que o governo trabalha permanentemente para melhorar as condições para aumentar a segurança do crédito. “Independente disso, os bancos toda hora querem cobrar mais segurança, mais medidas, querem jogar a conta nas costas do governo”, protestou.

Segundo Mantega, se essas instituições não estivessem entre as mais lucrativas, realmente seria preciso reduzir tributos, tirar a cunha fiscal e mexer no compulsório. “Mas eles têm margem para aumentar o crédito neste momento e é necessário que isso seja feito sem mexer em nada”.

 

Fonte:

Ministério da Fazenda

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