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Renda Fixa

A taxa básica de juros e a inflação são determinantes para a rentabilidade desse tipo de fundo de investimento
por Portal Brasil publicado: 11/04/2012 13h23 última modificação: 28/07/2014 16h46

A Renda Fixa é uma aplicação na qual o investidor compra títulos de bancos, empresas ou do governo e recebe uma rentabilidade que pode ser determinada já no momento da aplicação. A rentabilidade será o valor da aplicação, mais os juros pelo período em que o dinheiro ficar investido.

Existem os títulos de Renda Fixa pré-fixados e pós-fixados. Os títulos pré-fixados são aqueles em que o valor do resgate é definido já no momento da aplicação. É a soma do valor investido, mais a taxa de juros pré-determinada. Nos títulos pós-fixados, o investidor só saberá o valor de sua rentabilidade no momento do resgate, pois o rendimento é a soma do valor aplicado, mais uma taxa de juros pré-determinada e o desconto da taxa de inflação do período.

Existem diversas maneiras de aplicar em Renda Fixa. Pode ser diretamente em títulos de renda fixa, compra de debêntures (títulos de empresas com capital aberto para obter recursos para suas atividades ou dívidas), CDBs (Certificados de Depósito Bancário), LTNs (Letras do Tesouro Nacional), dentre outras.

De acordo com o economista Wilson Benício Siqueira, do Cofecon (Conselho Federal de Economia), a aplicação em Renda Fixa é mais indicada para investidores conservadores, que não querem correr riscos e preferem já ter uma noção de quanto vão lucrar.

Os bancos definem, conforme o perfil de seus clientes, o limite mínimo para o investimento. O tributo que incide sobre a aplicação é o Imposto de Renda, que varia de 15% a 22,5%, conforme o tempo em que o dinheiro ficar investido.

Os fundos de renda fixa têm como regra a cobrança da taxa de administração, que varia de 1% a 3% ao ano. Segundo Siqueira, quando a taxa é acima de 1,5%, a aplicação fica menos competitiva, pois ainda há o desconto do IR.

Siqueira explica que é preciso prestar atenção na variação da Selic, taxa básica de juros, e na inflação, que influencia diretamente a rentabilidade. “A Selic é uma taxa básica que define em primeira estância o ‘preço’ do dinheiro. Se ela ficar muito baixa, o investidor vai buscar aplicações mais rentáveis, que garantam ganhos acima da Selic.”

Para calcular os ganhos reais em longo prazo, em títulos pós-fixados, é preciso diminuir a taxa de inflação da taxa de rentabilidade. Como exemplo, ao aplicar R$ 1 mil por doze meses, com taxa de juros de 10% ao ano e inflação de 6%, o ganho será de R$ 100, menos 6% da inflação (= R$ 66). O ganho, portanto, de será de R$ 44,00 (R$ 100 menos R$ 66) e o capital real igual a R$ 1.044.

Assim como em outros investimentos, há a possibilidade de perda. Isso pode acontecer caso o emissor deixe de cumprir a obrigação, em caso de falência, ou se os juros e a inflação caírem, por exemplo, tornando-a menos vantajosa que outras aplicações.

A principal vantagem em investir em Renda Fixa é que os riscos são menores. Siqueira, do Cofecon, ressalta ainda que este investimento pode render ganhos acima da taxa Selic, dependendo dos papéis em que for aplicado.

Fontes:
Banco Central
Portal do Investidor
Receita Federal
Conselho Federal de Economia (Cofecon)

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