Economia e Emprego
Número de trabalhadores formais aumenta 17,3% em três anos, aponta IBGE
Em 2010, o Cadastro Central de Empresas (Cempre) continha 5,1 milhões de empresas e outras organizações, que ocuparam 49,7 milhões de pessoas - sendo 43 milhões (86,4%) como assalariados e 6,7 milhões (13,6%) na condição de sócios ou proprietários - e pagaram R$ 908,8 bilhões em salários e outras remunerações, com um salário médio de R$ 1.650,30.
Em comparação com 2009, esses números representam um incremento de 280,7 mil (5,8%) unidades no total de empresas e outras organizações e um aumento de 2,8 milhões (6,9%) de assalariados. O total de salários e outras remunerações aumentou 9,2% em termos reais. Considerando o período 2007 e 2010, destaca-se a evolução de 27,7% nos salários e outras remunerações, e o aumento de 17,3% no pessoal ocupado assalariado (6,3 milhões).
A participação das empresas no total das organizações ativas também se destacou em 2010, representando 89,7% do total. Essas entidades absorveram 74,9% do pessoal ocupado total, 71,7% do pessoal assalariado e 62,3% dos salários pagos no ano.
Salário médio
De 2007 a 2010, o salário médio mensal real das empresas e outras organizações passou de R$ 1.513,12 para R$ 1.650,30, um aumento de 9,1%. Por natureza jurídica, em 2010, os salários mais elevados foram pagos pela administração pública, R$ 2.268,12. As entidades sem fins lucrativos ficaram na segunda colocação, pagando, em média, R$ 1.534,48. As entidades empresariais pagaram os salários mais baixos: R$ 1.461,37.
Na comparação com 2009, os salários médios mensais reais cresceram 0,6%. Por natureza jurídica, o maior aumento foi observado na administração pública, 1,5%, seguida das entidades empresariais, 0,9% e entidades sem fins lucrativos, 0,5%. No período 2007-2010, o maior aumento real foi na administração pública, de 11,7%, seguido das entidades empresariais, 9,0%, e entidades sem fins lucrativos, 5,5%.
Diferença salarial
A diferença nos salários pagos a homens e a mulheres aumentou em 2010. Em 2009, os homens ganhavam, em média, 24,1% a mais que as mulheres, em 2010 essa diferença subiu para 25%.
Segundo o IBGE, em 2010, a média salarial dos homens era 3,5 salários mínimos, enquanto que a das mulheres era 2,8 salários mínimos. Enquanto isso, as mulheres, que respondiam por 41,9% do pessoal ocupado em 2009, passaram a representar 42,1% da força de trabalho na empresas e outras organizações brasileiras.
A pesquisa também mostrou um aumento na diferença dos salários pagos de acordo com o nível de escolaridade do empregado. Em 2009, quem tinha ensino superior ganhava de 225% a mais, em média. Em 2010, essa diferença passou para 230,4%. Trabalhadores com ensino superior receberam, em média, 7,6 salários mínimos em 2010, enquanto aqueles sem escolaridade superior tiveram média salarial de 2,3 salários mínimos no mesmo ano.
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