Economia e Emprego
Pesquisadores da UFRJ testam bactérias no combate à poluição por petróleo
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), divulgou nesta segunda-feira (18), o trabalho de pesquisadores do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IM/UFRJ), que pesquisam bactérias capazes de degradar combustíveis fósseis de forma limpa e eficiente na Antártica por meio do processo de bioremediação. As bactérias são capazes de degradar combustíveis fósseis, que são baseados em carbono.
“Para isso, usamos microorganismos do local, multiplicamos em laboratório e soltamos de volta no ambiente. Uma vez degradado o combustível, a população de bactérias vai diminuindo naturalmente, devido à menor oferta de nutrientes,” explica o pesquisador do Instituto Alexandre Rosado.
Segundo o pesquisador, a fermentação aeróbia de bactérias do tipo Pseudomonas sp., isoladas em poços de petróleo, produz o biossurfactante (nome técnico do composto orgânico) que, por sua vez, permite acessar e degradar as cadeias de carbono do petróleo para obter energia. O resultado é uma espécie de “biodetergente” que desaparece à medida que também diminui a presença do combustível fóssil na área afetada.
Mas para ser eficiente, o biodetergente exige que o local afetado tenha uma flora bacteriana capaz de processar combustíveis fósseis, condiciona Rosado. “Desenvolvemos um projeto de limpeza no mangue que, normalmente, demoraria 30 anos para se limpar sozinho. Com o uso da bioremediação, o lugar está recuperado em apenas três anos”, conclui o pesquisador da UFRJ.
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