Economia e Emprego
Governo apresenta Plano Safra 2012/2013 da agricultura familiar
O governo lançou nesta quarta-feira (4), com a presença da presidenta Dilma Rousseff e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013.
O plano procura fortalecer a agricultura familiar, responsável pela produção de 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. O setor é também um importante vetor de desenvolvimento do País, pois gera emprego e renda no meio rural.
Durante a solenidade, o ministro anunciou ações destinadas aos agricultores familiares, como a ampliação do crédito aos produtores, dos serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater), da cobertura de renda e de garantia de preços e de comercialização. Além disso, o governo apresentou o Programa de Aquisição de Alimentos, para desburocratizar e facilitar o acesso de famílias que vivem nos municípios mais pobres do Brasil.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário firmou um acordo de cooperação técnica com o chef de cozinha Alex Atala, conhecido por divulgar a culinária brasileira e introduzir nos pratos produtos regionais de comunidades tradicionais e da agricultura familiar.
Práticas sustentáveis
Os agricultores brasileiros passam a ter mais disponibilidade de crédito para aderir a práticas mais sustentáveis de produção com o Plano Safra 2012/2013. Isso ocorre por meio das linhas de crédito do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que incentiva a adoção de boas práticas no campo. O Programa conta com R$ 3,4 bilhões em recursos para financiamento.
O Programa ABC foi instituído em 2010, para estimular a adoção de práticas como o plantio direto na palha, que dispensa o revolvimento do solo e evita a erosão com a semeadura direta na palha da cultura anterior; recuperação de pastos degradados, transformando terras desgastadas em áreas produtivas para a produção de alimentos, fibras, carne e florestas; integração lavoura-pecuária-floresta, com alternância de pastagem com agricultura e floresta em uma mesma área; e plantio de florestas comerciais, como eucalipto e pinus.
Outra meta do Programa Agricultura de Baixo Carbono é a fixação biológica de nitrogênio, transformando-o em matéria orgânica para as culturas, o que permite a redução do custo de produção e melhora a fertilidade do solo.
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Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Agrário
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