Economia e Emprego
Seca reduz nível do Rio Acre a menos de 2 metros de profundidade
Menor nível nos últimos 40 anos foi de 1,5, atingido em 2011
O Rio Acre, que abrange a área onde está concentrada a maior parte da população do estado, atingiu na segunda-feira (13) um nível abaixo dos 2 metros. A profundidade constatada pela Secretaria de Meio Ambiente do Acre aumenta o alerta em cidades que já estavam ameaçadas, como Xapurí e Brasileia.
Na semana passada, o governado do Acre decretou situação de emergência nos municípios abrangidos pelo rio em função da redução do nível das águas e da estiagem prolongada na região.
A estiagem vem afetando o estado há mais de um mês. Na tarde de segunda-feira, foram registradas chuvas fracas na capital Rio Branco e em alguns municípios do interior. “Estamos preocupados porque estávamos sem chuvas há 15 dias. A chuva dos últimos cinco dias foi muito fraca. Há mais de um mês, não temos chuva suficiente para reverter o cenário”, disse Carlos Edegard de Deus, secretário de Meio Ambiente do estado.
Durante a inundação do rio, em fevereiro, as águas chegaram a quase 17 metros de profundidade. O cenário atual de 1,96 metro sinaliza uma baixa média de 2 centímetros por dia. Neste ritmo vai chegar a 1,5 metro, que foi a menor cota dos últimos 40 anos, atingida no ano passado.
Queimadas
Com previsão de chuva na região apenas para outubro, o cenário de estiagem é ainda mais agravado pelas queimadas. Nos primeiros dez dias de agosto, foram registrados quase 300 focos de incêndio no estado. No mesmo período de 2011, foram identificadas 50 queimadas.
As queimadas estão proibidas desde 2009, mas continuam sendo praticadas pelos agricultores familiares. O governo estadual lançou, há dois anos, programa para estímulo da técnica de roçada sustentável entre os trabalhadores familiares, mas somente 10% aderiram.
A região central do estado é a mais preocupante. O município de Tarauacá, por exemplo, registrou 22 focos de incêndio nas últimas 48 horas, segundo imagens captadas pelo satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No mesmo período, as cidades de Feijó e Cruzeiro do Sul registraram cinco focos de incêndio cada. Além desta região, o Acre tem ainda registro de focos de incêndio em quatro das 49 áreas protegidas no estado.
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