Economia e Emprego
Pesquisa aborda o perfil das despesas no Brasil
O estudo foi publicado pelo IBGE e aborda o perfil dos orçamentos familiares. O resultado foi obtido mediante pesquisa feita em cerca de 60 mil domicílios urbanos e rurais, entre maio de 2008 e maio de 2009
Segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 – Perfil das Despesas do Brasil, divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os brasileiros com renda superior a R$ 3 mil gastam R$ 147,63 com viagens por mês, enquanto aqueles com renda até R$ 910 gastam apenas R$ 8,46.
“As famílias com maiores rendimentos mensais gastaram o triplo da média nacional e quase 18 vezes a quantia estimada para as famílias de menor rendimento”, diz o pesquisador do IBGE, José Mauro Freitas.
Os gastos variam também de acordo com o grau de escolaridade do brasileiro. Aqueles com ensino superior gastam R$ 187,61 com viagens, quatro vezes mais do que aqueles com apenas ensino médio (R$ 44,79) e oito vezes mais do que aqueles com ensino fundamental ou menos (R$ 22,29).
Gastos com saúde
O gasto com saúde aumentou de 7% do orçamento familiar, no período de 2002 e 2003, para 7,2%, em 2008 e 2009.O aumento nesse tipo de despesa foi puxado pelas regiões Sudeste, cujos gastos passaram de 7,5% para 7,9% no período, e Sul, que passou de 6,6% para 7%.
O brasileiro gastava, em média, R$ 153,81 por mês com saúde no período de 2008 e 2009. Na Região Sudeste, o gasto é maior: R$ 198,89. Já a Região Norte é o local onde os brasileiros gastam menos: R$ 82,22. Há diferença também entre áreas urbanas e rurais: os moradores das cidades gastam R$ 167,58 por mês, mais que o dobro gasto pelos moradores do campo.
A maior parte dos orçamentos de saúde dos brasileiros é gasta com remédios (48,6%) e planos de saúde (29,8%). Outras despesas representam menos de 5%, cada um, como consulta e tratamento dentário, consultas médicas e hospitalização.
Alimentação
Cerca de 16,2% do orçamento dos brasileiros foi gasto com alimentação. O comprometimento do orçamento familiar com comida, no entanto, varia entre os diferentes tipos de trabalhadores. Os empregados domésticos, por exemplo, concentram 23,3% de suas despesas com alimentação.
Isso é mais do que o dobro do percentual do orçamento gasto pelos empresários com comida (11,5%). Há diferença, inclusive entre empregados privados, que gastam 17,1% com comida, e os empregados públicos, que comprometem 12,5% do orçamento.
De acordo com o tipo de emprego, também muda o espaço para aumentar o patrimônio. Enquanto trabalhadores domésticos conseguem usar apenas 2,2% do seu orçamento com o aumento de patrimônio, a porcentagem entre os empresários é quase cinco vezes maior: 9,9%.
Evangélicos têm maior parcela de gastos com doações
Entre as religiões, os evangélicos de missão (igrejas históricas) comprometem 2,3% do seu orçamento com doações, duas vezes mais do que a média nacional, 1,1%. Mas eles também são aqueles que mais conseguem usar seu orçamento para aumentar o patrimônio (6,5%)
A Pesquisa de Orçamentos Familiares é realizada de cinco em cinco anos pelo IBGE e analisa a composição orçamentária das famílias brasileiras, investigando hábitos de consumo, alocação de gastos e distribuição dos rendimentos.
A publicação completa está disponível na página eletrônica do IBGE:
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Fonte:
Agência Brasil
IBGE
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