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Economia e Emprego

Valores de imóveis adquiridos pelo Minha Casa, Minha Vida são reajustados

por Portal Brasil publicado: 05/10/2012 12h37 última modificação: 28/07/2014 16h34
Divulgação PAC Valores máximos para financiamentos de habitações Minha Casa, Minha Vida foram aumentados para beneficiar mais famílias de baixa renda

Valores máximos para financiamentos de habitações Minha Casa, Minha Vida foram aumentados para beneficiar mais famílias de baixa renda

O objetivo é beneficiar mais famílias de baixa renda e manter o nível de crescimento da construção civil no País

 

Os valores máximos para financiamentos de habitações populares e concessão de subsídios do programa Minha Casa, Minha Vida - de acordo com as cinco classificações de municípios e regiões metropolitanas por número de habitantes - foram reajustados, na quinta-feira (4), pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O objetivo é beneficiar mais famílias de baixa renda e manter o nível de crescimento da construção civil no País.

A proposta de ampliar os limites de valores dos imóveis e dos subsídios (renda familiar e do valor para complementar o preço de aquisição do imóvel) partiu do Ministério das Cidades. Além disso, foram reduzidas as taxas de juros dos financiamentos.

A principal alteração foi no valor máximo dos imóveis. Atualmente, o limite de valor dos empreendimentos para contratação nos municípios integrantes das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal é de R$ 170 mil. Agora, o valor passou para R$ 190 mil.

Para as cidades com população igual ou superior a um milhão de habitantes, o valor máximo para contratação dos imóveis do programa passou de R$ 150 mil para R$ 170 mil. Já nos municípios com população superior a 250 mil habitantes este valor aumentou de R$ 130 mil para R$ 145 mil.

Os municípios com população igual ou superior a 50 mil habitantes tiveram o valor reajustado de R$ 100 mil para R$ 115 mil. E para as demais cidades, a alteração aumentou de R$ 80 mil para R$ 90 mil.

Subsídios
O Conselho Curador do FGTS também reajustou - de R$ 23 mil para R$ 25 mil - o valor dos subsídios a fundo perdido para as famílias com renda mensal até R$ 1,6 mil, que é a faixa de rendimento mais baixa do programa. A partir daí, o subsídio cai gradualmente, conforme a renda e o porte populacional do município onde mora o cidadão.

 

Juros
Também foram feitas pequenas correções nas três faixas posteriores de renda consideradas pelo programa. A segunda faixa, que ia de R$ 1.600,01 a R$ 2,325 mil passa para R$ 2,455; a terceira faixa de ganhos - até R$ 3,1 mil - sobe para R$ 3,275 mil; e o teto da quarta faixa continua em R$ 5 mil.

As taxas de juros ao ano permanecem as mesmas, de 5% a 6%, com ligeira redução na faixa mais alta, que cai de 8,16% para 7,16%.

De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, as mudanças foram necessárias para ampliar as possibilidades de acesso ao programa nas diferentes regiões do País, de modo a fomentar as políticas sociais desenvolvidas com recursos do FGTS. Brizola ressaltou que a saúde financeira e a perenidade do fundo estão preservadas com remuneração de taxa referencial (TR) mais 3% ao ano.

Os novos critérios buscam garantir a continuidade dos investimentos neste setor, considerado um dos grandes responsáveis pelo combate da crise econômica e na geração de empregos no País. O prazo para a regulamentação das novas propostas será de no máximo 30 dias.

As diretrizes gerais de aplicação do FGTS estavam sendo revisadas e discutidas desde abril deste ano. “As medidas se somam aos demais esforços do governo para preservar o nível de atividade econômica e o emprego dos trabalhadores, com ações que fomentam a construção civil e combatem o deficit habitacional", disse o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

Ainda segundo Brizola Neto, a mudança tem como objetivo adequar os valores dos imóveis a variação do Índice Nacional de  Custo da Construção (INCC) e aliar os empréstimos do Fundo à política de redução de juros. “As medidas são importantes para impedir a redução no ritmo da construção civil, pois informações do agente operador Caixa demonstram um recente decréscimo no número de lançamentos imobiliários. Além disso, o Conselho observou que as medidas podem ser aprovadas preservando-se a sustentabilidade do FGTS”, frisou o ministro.

Minha Casa, Minha Vida 2
No dia 28 de agosto foi publicado o decreto que regulamenta as alterações realizadas no programa Minha Casa, Minha Vida 2, que contará, nesta etapa, com R$ 71,7 bilhões de investimentos até 2014 - $ 62,2 bilhões do Orçamento Geral da União e R$ 9,5 bilhões do FGTS.

O programa irá destinar 60% das unidades habitacionais a famílias com renda mensal de até R$ 1.395,00, com o subsídio do governo podendo chegar a 95% do valor do imóvel. Para adquirir a casa própria, essas famílias deverão arcar com 10% da renda, com limite mínimo de R$ 50,00, por 120 meses. Nessa modalidade, o imóvel não poderá ser vendido antes de dez anos, a não ser que as famílias quitem o valor total, incluindo o subsídio.

As mulheres separadas podem adquirir um imóvel mesmo sem a outorga do cônjuge, até em casos em que não houve divórcio judicial. Essa modalidade é limitada às famílias com renda mensal de até R$ 1.395,00.

Está permitida, ainda, a aquisição de imóveis, por meio do programa, nas áreas em processo de desapropriação, em operações de urbanização de favelas e assentamentos precários. Nesses casos, é possível a aquisição e cessão dos direitos de posse. Ao final do processo de desapropriação, o direito de propriedade do imóvel será transferido às famílias beneficiárias.

O programa tem por objetivo promover a produção ou aquisição de novas unidades habitacionais, ou a requalificação de imóveis urbanos, para famílias com renda mensal de até R$ 5.000,00.

 

 

Leia mais:

Dia Nacional do Idoso é marcado por avanços na saúde, habitação, transporte e previdência

Publicado decreto que regulamenta alterações no programa Minha Casa, Minha Vida

Crédito para construção tem juros reduzidos para população de baixa renda

 

Fonte:
Ministério das Cidades
Ministério do Trabalho e Emprego
Portal Brasil
Agência Brasil

 

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