Economia e Emprego
Cerca de 80% das embalagens de agrotóxicos do País são recicladas
O volume representa crescimento de 6% no recolhimento do produto em todo o Brasil
Nos últimos dez meses, mais de 31,6 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos foram recolhidas e tratadas adequadamente. O volume, divulgado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inPEV), representa crescimento de 6% no recolhimento do produto em todo o Brasil.
O aumento reflete o incremento da atividade agrícola nas regiões Centro-Oeste e Sul. A expansão da produção em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais e nas novas fronteiras agrícolas, como o oeste da Bahia, Maranhão e Piauí exige dos agricultores mais tecnologia e o uso frequente de agrotóxicos e defensivos agrícolas.
O presidente do inPEV, João Cesar Rando, garante que a intensificação da atividade no campo tem sido acompanhada pelo recolhimento e destinação das embalagens. Segundo ele, o procedimento criado há dez anos, conhecido como Sistema Campo Limpo, atingiu maturidade e cobertura de quase todo o território nacional.
Rando explica que para atingir 100% de recolhimento, o País precisa investir em campanhas, logística e fiscalização. “Existem locais afastados, onde não há agricultura intensa e falta um pouco de informação para o agricultor, falta ter uma cadeia mais bem organizada nessas regiões. O sistema depende da atuação de todos os elos da cadeia”, afirmou, defendendo ações que incluam investimentos em infraestrutura para facilitar o transporte.
Reciclagem
O Brasil é apontado como líder neste tipo de cadeia de reciclagem, seguido por países como Alemanha e Canadá, que conseguem recolher e reciclar cerca de 75% das embalagens.“Naturalmente há resposta ao aumento na utilização das embalagens. Os índices do Brasil de recolhimento chegam a 80% das embalagens colocadas no mercado”, disse.
O retorno e tratamento ambientalmente adequado de embalagens de agrotóxicos são obrigatórios há dez anos. Desde que foi criado, o sistema de reciclagem envolve responsabilidades de todos os setores envolvidos.
Os agricultores têm que limpar e devolver as embalagens aos comerciantes, que as entregam aos fabricantes. Os produtores levam o material até unidades de reciclagem. “Para fazer com que tudo aconteça, o sistema emprega 2 mil pessoas, trabalhadores das unidades de recebimento de embalagens e das recicladoras”, disse o agrônomo João Cesar Rando. Segundo ele, existem 421 unidades de recebimento do produto espalhadas em 25 estados e no Distrito Federal.
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O estudo feito pelo Inpev mostra que desde a criação do Sistema Campo Limpo, 250 mil toneladas de dióxido de carbono deixaram de ser emitidas no meio ambiente.
“Retiramos, entre 2002 e 2010, mais de 215 mil toneladas de embalagens que antes ficavam no campo podendo causar problemas ao meio ambiente e a saúde humana. Como os agricultores não tinham solução para o problema, colocavam fogo em quase 70% das embalagens”, disse Rando.
As unidades responsáveis pelo reaproveitamento do material produzem outros 20 tipos de produtos, como tubos para fiação, para cabos subterrâneos e tubos para irrigação. “Os recicladores comercializam estes produtos. Não temos os números, mas é uma atividade econômica para eles”, garantiu.
Com a reutilização, a maior parte das embalagens destinadas à reciclagem é transformada em novas embalagens utilizadas pelos próprios fabricantes de agrotóxicos e defensivos.
Fonte:
Agência Brasil
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