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Economia e Emprego

Despesas de planos de saúde devem aumentar 35% em 2030, indica pesquisa

por Portal Brasil publicado: 27/11/2012 15h33 última modificação: 28/07/2014 16h35
Divulgação / EBC O crescimento acelerado da população idosa faz com que aumente a procura por planos de saúde nos próximos anos

O crescimento acelerado da população idosa faz com que aumente a procura por planos de saúde nos próximos anos

Comparado com os gastos de 2010, os valores devem passar de R$ 53 bilhões para R$ 80 bilhões

 

Com o crescimento do número de beneficiários de planos de saúde, em especial os idosos, os gastos do setor de saúde suplementar no Brasil devem aumentar 35% em 2030. Comparado com os gastos de 2010, os valores devem passar de R$ 53 bilhões para R$ 80 bilhões. Os dados são do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), apresentados durante o seminário internacional “Projeções do custo do envelhecimento no Brasil”, em São Paulo.

As estimativas foram projetadas com base em dois cenários considerando o “efeito demográfico puro” (sem aplicar indicador inflacionário) e levando em conta que os idosos têm mais consultas do que bebês de até quatro anos, e que o número de internações da população entre 60 e 69 anos é o dobro daquela com idade entre 40 e 49 ano.

No primeiro resultado, ao considerar a utilização de uma amostra de operadoras de planos individuais e a projetando para o conjunto de todo o mercado, concluiu-se que as despesas atingiriam R$ 83,1 bilhões em 2030 e, em 2050, saltariam para R$ 104,7 bilhões. No segundo cenário, o Instituto considerou uma amostragem de operadoras de autogestão. A estimativa atingiu patamares ainda mais elevados e foi de R$ 87,6 bilhões em 2030 para R$ 117,5 bilhões, em 2050.

De acordo com os dados do Instituto, a previsão é que o bônus demográfico termine entre 2020 e 2025, como resultado do crescimento mais acelerado da população idosa. O total de beneficiários de planos de saúde poderá crescer de 44 milhões de pessoas, em 2010, para 51 milhões, em 2030, se a atual “taxa de cobertura” (participação de beneficiários no total da população), que gira em torno de 20%,  for mantida.

De acordo com o superintendente executivo do Instituto, Luiz Augusto Carneiro, o envelhecimento da população não é ruim para o mercado da saúde suplementar, desde que haja equilíbrio financeiro entre os gastos e as receitas das operadoras. “Enxergamos uma grande oportunidade, mas que pode se tornar um risco. O problema não está em envelhecer, mas em não haver equilíbrio entre o valor cobrado e as despesas da área”, disse.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, o Brasil tinha cerca de 190,8 milhões de habitantes, dos quais 11% com idade a partir de 60 anos. Para 2030, a estimativa do IBGE é que os idosos somem 19% da população de 216,4 milhões. O estudo do Iess, portanto, analisa o momento posterior ao chamado “bônus demográfico”, período em que a parcela da população em idade ativa é maior do que a da população dependente.

 

Plano de saúde privado

 

O número de cidadãos que têm algum tipo de cobertura privada para despesas de saúde vem aumentando muito nos últimos anos. No final de 2003, a quantidade de participantes não chegava a 32 milhões de pessoas. Cinco anos depois, o número de cidadãos com plano de saúde ultrapassou a barreira dos 40 milhões e, em breve, a marca dos 50 milhões de pessoas será alcançada.

O mercado dos planos de saúde segue uma rigorosa legislação, fiscalizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Antes de contratar um plano é importante que o interessado visite a página da agência para checar se a operadora está habilitada para atuar no País e qual é a sua reputação, já que a ANS mantém um serviço de acompanhamento da qualidade do serviço prestado pelas mais de 1,5 mil companhias atuantes no mercado.

A ANS define, ainda, uma lista de consultas, exames e tratamentos, denominada Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que os planos de saúde são obrigados a oferecer, conforme cada tipo de plano de saúde - ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, referência ou odontológico. Essa lista é válida para os planos contratados a partir de 2 de janeiro de 1999, os chamados planos novos. É válida também para os planos contratados antes dessa data, mas somente para aqueles que foram adaptados à Lei dos Planos de Saúde. Antes de verificar se você tem direito a um procedimento, não deixe de checar qual o tipo de plano de saúde você tem. 

Consulte a cartilha de orientação para ter um plano de saúde

 

Fonte:
Agência Brasil
Portal Brasil
Agência Nacional de Saúde

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