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Economia e Emprego

Mulheres extrativistas do Amapá melhoram renda com programa de compra de alimentos

por Portal Brasil publicado: 26/11/2012 14h48 última modificação: 28/07/2014 16h35

Nos últimos dois anos, cooperativa do estado recebeu cerca de R$ 439 mil do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)

 

Mãe de seis filhos, Andrelina Almeida Barros, 52 anos, viu sua vida se transformar depois de entrar para a Associação de Mulheres do Alto Cajari (Amac), no município de Laranjal do Jari, no Amapá. Junto com outras extrativistas, ela passou a produzir biscoitos e derivados de castanha-do-brasil, deixando para trás uma pesada rotina de trabalho na lavoura.

Grande parte da produção da cooperativa é comprada pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). De 2010 até o final deste ano, o total de repasses do MDS à associação, por meio do PAA, chegará a cerca de R$ 439 mil.

Esse dinheiro contribui para mudar a realidade de muitas mulheres da região, com geração de emprego e renda em áreas de florestas habitadas por famílias em situação de extrema pobreza, público-alvo do Plano Brasil Sem Miséria.

Andrelina faz parte do grupo de 108 mulheres de 13 comunidades da região da Reserva Extrativista (Resex) do Alto Cajari que são associadas à Amac. Do total de trabalhadoras, 58 ficam na cozinha, onde se revezam em três grupos durante a semana para descascar cerca de 6kg de castanha por dia para fabricar mais de 1,2 mil pacotes de biscoitos e paçoca doce.

A produção é distribuída em 11 escolas e entidades de Laranjal do Jari e Macapá. Entre as instituições beneficiadas nos dois municípios estão a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e o Serviço Social do Comércio (Sesc).

Até o final deste ano, o PAA repassará R$ 259.840 à associação em 2012. Pelo contrato, ela deve entregar 26,6 mil kg de produtos este ano. Em 2011, o ministério destinou à Amac R$ 89.895,60, com a compra de 11,7 mil kg de banana frita e paçoca. Em 2010, o governo federal pagou R$ 90 mil por 9 mil kg de biscoitos de castanha.

“Minha vida mudou muito. Antes, esperava pelo marido. Hoje é diferente. As donas de casa trabalham e têm seu próprio dinheiro”, conta Andrelina, mostrando os braços marcados por feridas causadas pelo ralador de mandioca que usava para fazer farinha quando era criança.

As castanhas são recolhidas nas áreas das famílias das associadas. Em geral, os maridos ficam incumbidos da coleta, que vai de dezembro a maio. A farinha usada para fazer os biscoitos é comprada pelas mulheres. O combinado é cada uma levar 15 kg duas vezes por ano para a associação.

A banana também é colhida nos quintais das associadas. Cada mulher leva, em média, dois cachos por ano para a Amac. Em 2012, porém, elas tiveram que comprar em Macapá, a 280 km de Laranjal do Jari, porque a quantidade não foi suficiente para o volume da produção.

Preservação

Além do PAA, um dos grandes incentivadores do trabalho da Amac é o Programa Bolsa Verde. Andrelina e parte das associadas recebem R$ 300 a cada trimestre com o benefício. Em troca, elas desenvolvem atividades de conservação ambiental, com a manutenção da cobertura vegetal e o uso sustentável dos recursos naturais.

Só na Resex do Alto Cajari, que engloba, além de Laranjal do Jari, os municípios de Mazagão e Vitória do Jari, cerca de 200 extrativistas têm o benefício do Bolsa Verde. Em todo o país, há aproximadamente 30 mil beneficiários. “A gente não pode derrubar castanheira nem botar fogo no castanhal. Com a preservação, a gente consegue ganhar dinheiro”, diz Andrelina, que também recebe o Bolsa Família.

 

Fonte:

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

 

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