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Economia e Emprego

Agroindústria comunitária irá beneficiar famílias rurais assentadas no nordeste paraense

por Portal Brasil publicado: 12/06/2013 12h14 última modificação: 30/07/2014 00h25
Divulgação/EAFSPB A castanha de caju vendida in natura por R$ 1,00 o quilo, agora passará a ser comercializada por cerca de R$ 22,00

A castanha de caju vendida in natura por R$ 1,00 o quilo, agora passará a ser comercializada por cerca de R$ 22,00

Fábrica vai beneficiar 2.180 famílias de trabalhadores rurais assentados em 15 Projetos de Reforma Agrária naquele município

 

 

Inaugurada no último dia 8 de junho, em Ipixuna (PA), a primeira agroindústria comunitária de beneficiamento de frutas financiada com recursos do Programa Terra Sol, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Com as novas instalações será possível processar por dia uma tonelada de castanha de caju e produzir 200 kg/dia de doces de frutas tropicais.

Construída por meio de convênio com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), a fábrica vai beneficiar 2.180 famílias de trabalhadores rurais assentados em 15 Projetos de Reforma Agrária naquele município.

O projeto de implantação da agroindústria teve início em 2007, também com a parceria da Prefeitura de Ipixuna, que cedeu o terreno onde foi construída a fábrica e assumiu o compromisso de comprar parte da produção para a alimentação escolar do município. O valor total do convênio é de quase R$ 971 mil, sendo um pouco mais de R$ 873 mil financiados pelo Incra e cerca de R$ 97 mil como contrapartida da Emater-Pará.

Gestão

O controle da fábrica será feito por um Conselho Gestor, composto por representantes dos trabalhadores rurais e dos órgãos governamentais, sendo que sua administração ficará ao encargo da Cooperativa de Integração Agroindustrial dos Agricultores Familiares do Território do Nordeste Paraense (Coopiaf). A Cooperativa já fornece produtos da Reforma Agrária para a Prefeitura, utilizados principalmente na alimentação escolar, e deverá ampliar esse fornecimento a partir do que será produzido pela agroindústria de Ipixuna.

Segundo o diretor da Coopiaf, Ivaldo Leite, assentado no PA Enalco, a agroindústria vai melhorar a situação dos agricultores, que, livres dos atravessadores, poderão obter melhores preços pelo que produzem. A castanha de caju, que antes era vendida in natura a um preço médio de R$ 1,00 o quilo, após o beneficiamento passará a ser comercializada por cerca de R$ 22,00. Para produzir um quilo de castanha beneficiada são necessários aproximadamente seis quilos do fruto in natura.

Além das famílias assentadas, o empreendimento deverá beneficiar outros agricultores da região que produzem caju já, que o município de Ipixuna e seus vizinhos – Aurora do Pará, Paragominas, Ulianópolis e D. Eliseu –, juntos, respondem por mais de 70 por cento da produção de castanha de caju do Estado, segundo dados da produção agrícola municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agroindustrialização

A fábrica de processamento de frutas de Ipixuna representa o primeiro investimento alocado na região Nordeste do Pará pelo Programa Terra Sol. Criado em 2004, o programa visa, por meio de convênios e parcerias, estimular atividades de agroindustrialização e comercialização da produção, do agroextrativismo e promover a capacitação de técnicos e assentados, dentre outras ações.

O Terra Sol foi incorporado ao Programa Terra Forte, lançado em fevereiro de 2013 pela Presidenta Dilma Rousseff, com o objetivo de apoiar e promover a agroindustrialização de assentamentos da reforma agrária em todo o País. O Programa é coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República e conta com recursos do Incra, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Desenvolvimento Social, Conab, Fundação Banco do Brasil e Fundo social do BNDES, que juntos disponibilizarão R$ 300 milhões para serem aplicados em projetos apresentados por cooperativas e associações de assentados.

 

Fonte:

Secretaria-Geral da Presidência da República

 

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