Economia e Emprego
Compra e venda de dólar terão imposto zerado
A medida possibilita uma maior oferta de dólares no mercado futuro e a valorização do real
O governo brasileiro anunciou, nessa quarta-feira (12), uma nova medida para baixar a zero o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na compra e venda de dólar no mercado futuro. Isso possibilitará uma maior oferta de dólares e a diminuição da desvalorização do real. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a medida, que entra em vigor nesta quinta-feira (13), não tem objetivo de curto prazo, ela foi feita para permitir que, quando oportuno, venham capitais de renda fixa para o País.
A decisão foi baseada em uma tendência iniciada em 2011, quando os aplicadores aumentavam a posição vendida em dólar, o que gerava uma desvalorização da moeda americana e uma valorização do Real.
Por esse motivo, naquela época, o governo federal estabeleceu o IOF de 1% para as operações feitas no mercado futuro. “Esse cenário prejudicava a atividade no Brasil, as exportações brasileiras estavam ficando caras em dólar”, explicou o ministro.
Atualmente, diante da situação de acomodação do mercado e as novas condições do FED (Federal Reserve), o cenário mudou e a alíquota não é mais necessária. Mantega afirma que com a valorização do dólar, não faz sentido manter um empecilho como este. “O objetivo da medida é facilitar as operações vendidas em dólar no mercado futuro”, ressaltou.
Segundo o economista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Felipe Salto, as medidas do governo para conter a alta do dólar vão surtir efeito, mas no curto prazo há muita oscilação na cotação. A tendência é que o dólar alcance patamar mais baixo ao longo do ano. A expectativa da tendência é que o dólar chegue ao final deste ano em R$ 2,10. Até quarta-feira (12), o dólar fechou o dia cotado a R$ 2,1541 para venda, com alta de 0,82%. Foi a maior cotação desde 30 de abril de 2009, quando o câmbio atingiu R$ 2,182.
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Durante a coletiva de imprensa em que anunciou a medida cambial, o ministro Guido Mantega ressaltou que é prática permanente do governo federal controlar gastos e perseguir uma meta elevada de superávit primário. “As principais despesas do governo, que são previdência, folha de pagamentos e pagamentos com juros, estão sob controle”, garantiu.
O ministro destacou ainda que o objetivo de primário é de 2,3% do PIB. “Pelo desempenho fiscal, notamos que a atividade econômica está melhorando, a arrecadação está crescendo. De toda forma, se tivermos dificuldade, faremos novos ajustes de despesas”, ressaltou.
Questionado sobre a possível perda de credibilidade do mercado internacional, Mantega foi enfático: “Não vejo motivo para questionamentos, tivemos um dos melhores superávits primários do mundo durante dez anos consecutivos. O que nos atrapalhou foi a crise iniciada em 2008, mas o déficit nominal e a dívida pública vêm caindo consecutivamente ano a ano. Em 2013, a dívida deve fechar abaixo de 35%” concluiu.
Fontes:
Com informações da Agência Brasil
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